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Tesouro Selic e CDI só ganharam em março os investimentos seguros


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Tesouro Selic e CDI só ganharam em março os investimentos seguros
Crédito: www.seudinheiro.com

Em março, a classe de ativos que ganhou foi a que perdeu menos. O Tesouro Selic e o CDI se destacaram como refúgios rentáveis em um período de alta volatilidade e aversão ao risco.

Enquanto isso, o Ibovespa, o Tesouro Direto e o crédito privado sangraram, com resultados negativos generalizados. O mês foi marcado por oscilações em ativos como dólar e bitcoin, que, apesar de fecharem no azul, apresentaram movimentos contrastantes.

O refúgio em meio à turbulência

O CDI e o Tesouro Selic se consolidaram como opções seguras para investidores em um cenário de incerteza. Esses ativos oferecem proteção contra perdas significativas, especialmente quando outras classes sofrem quedas acentuadas.

Rentabilidade consistente

Em março, essa característica ficou evidente, pois foram os únicos a registrar ganhos consistentes. A rentabilidade apresentada no ranking do Seu Dinheiro corresponde ao retorno com a variação do preço dos títulos de renda fixa, o que reforça a estabilidade dessas aplicações.

Além disso, taxas e preços têm correlação negativa, explicando parte do comportamento do mercado. Assim, em momentos de aversão ao risco, esses investimentos se tornam atraentes.

Quedas generalizadas no mercado

Tirando o Tesouro Selic, nenhum título público do Tesouro Direto marcou positivo em março, evidenciando um desempenho fraco nessa categoria.

Exemplos de desempenho negativo

  • Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2037: saldo de –0,79%
  • Tesouro IPCA + 2050: retorno de –6,49%

Em fevereiro, o Tesouro IPCA + 2050 já havia apresentado rentabilidade de -6,49%, e no ano, seu retorno zerou, mostrando uma trajetória volátil. Até fevereiro, esse mesmo título havia registrado retorno de 5,07% na valorização do preço em dois meses, o que contrasta com as perdas recentes.

O índice IDA – Geral também fechou 0,71% no negativo, refletindo a pressão sobre o crédito privado.

O desempenho de outros ativos

O dólar e o bitcoin (BTC) fecharam no azul em março, mas com desempenhos distintos.

Comparação de retornos

  • Bitcoin: 5% de retorno
  • Dólar: ganho de 1,37% frente ao real

No entanto, na última semana de março, o bitcoin perdeu 2% de valor, indicando volatilidade mesmo entre os ganhadores. Em contraste, o ouro teve saldo negativo de 10%, mostrando que nem todos os ativos tradicionais de proteção se saíram bem.

O Ibovespa, por sua vez, subiu 2,71% e fechou aos 187.461,84 pontos nesta terça-feira (31), mas o saldo do mês ficou 0,7% negativo, reforçando a tendência de perdas.

Fatores que influenciaram o mês

O conflito no Oriente Médio está mexendo com as expectativas de inflação e juros no Brasil e no mundo, contribuindo para a aversão ao risco observada.

Impacto no comportamento dos investidores

Esse cenário externo aumenta a incerteza entre investidores, que buscam ativos mais seguros como o Tesouro Selic e o CDI. A correlação negativa entre taxas e preços também explica parte das quedas em títulos públicos, pois mudanças nas expectativas de juros afetam diretamente a valorização.

Além disso, a volatilidade em ativos como bitcoin e dólar reflete a busca por alternativas em meio à instabilidade. Assim, março destacou a importância de diversificação e cautela.

O que esperar do futuro

O desempenho de março serve como alerta para investidores, mostrando que mesmo ativos considerados seguros podem oscilar em períodos de turbulência.

Lições do mês

A zeragem do retorno do Tesouro IPCA + 2050 no ano ilustra como ganhos anteriores podem ser rapidamente revertidos. Por outro lado, a resiliência do Tesouro Selic e do CDI reforça seu papel como porto seguro em crises.

Com as incertezas globais persistindo, é provável que a aversão ao risco continue influenciando o mercado. Portanto, monitorar fatores externos e ajustar estratégias será crucial para navegar nos próximos meses.

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