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STF veta auxílio-moradia, panetone, peru e iPhone; lista é criativa


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STF veta auxílio-moradia, panetone, peru e iPhone; lista é criativa
Crédito: www.seudinheiro.com

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu intervir e definir novas regras para o pagamento das verbas indenizatórias a juízes e membros do Ministério Público. A corte declarou inconstitucionais diversos auxílios e gratificações que vinham sendo utilizados como complemento salarial indireto, em uma medida que busca conter os chamados penduricalhos.

As novas regras passam a valer a partir do mês-base de abril, com impacto nos pagamentos de maio.

O que são os penduricalhos no Judiciário

Os chamados penduricalhos foram se acumulando, ao longo dos anos, nos contracheques do Poder Judiciário. Esses benefícios eram classificados como indenizatórios, o que permitia que fossem pagos fora do limite constitucional de salários no serviço público.

Pesquisadores identificaram cerca de 3 mil nomenclaturas diferentes para benefícios extra-salariais em contracheques do Judiciário e do Ministério Público.

Tipos de benefícios encontrados

  • Auxílios para cobrir despesas com alimentação, moradia e transporte
  • Pagamentos com apelidos curiosos, como “auxílio-peru” e “auxílio-iPhone”

Benefícios que foram proibidos pelo STF

Entre os principais benefícios barrados está o auxílio-moradia. Também foram proibidos auxílios voltados a despesas do dia a dia, como alimentação e combustível.

Categorias de auxílios vetados

  • Benefícios familiares: auxílio-creche, assistência pré-escolar e auxílio-natalidade
  • Pagamentos por volume de trabalho: indenizações por acervo de processos
  • Gratificações diversas: por atuação em determinadas localidades ou participação em cursos e concursos

Novos limites para as verbas indenizatórias

Pela nova regra, a soma das verbas indenizatórias não poderá ultrapassar 35% do teto do funcionalismo público, hoje em R$ 46.366,19.

Adicional por antiguidade

O Supremo autorizou a criação de um adicional por tempo de serviço, a chamada parcela de valorização por antiguidade. O benefício prevê acréscimos de 5% a cada cinco anos de carreira, podendo chegar a até 35% do subsídio.

A combinação entre o limite para penduricalhos e o adicional por antiguidade permite que a remuneração final ainda alcance até 70% acima do teto constitucional.

Impacto nos contracheques dos magistrados

Levantamento da Transparência Brasil indica que magistrados de todo o país receberam mais de R$ 10 bilhões acima do teto constitucional no ano passado.

Dados sobre pagamentos extra-teto

  • Aproximadamente 13 mil magistrados receberam pelo menos R$ 100 mil acima do teto ao longo do ano
  • Um em cada quatro magistrados ultrapassou R$ 1 milhão em valores extra-teto

Esses números mostram a dimensão dos pagamentos que agora serão limitados pelas novas regras do STF.

Próximos passos da decisão do Supremo

Com a decisão do Supremo, os benefícios considerados inconstitucionais deixarão de ser pagos a partir de maio. A medida visa garantir que a remuneração de juízes e membros do Ministério Público respeite os limites estabelecidos pela Constituição.

Por outro lado, o adicional por antiguidade busca valorizar a experiência profissional na carreira. A expectativa é que as novas regras tragam mais transparência e controle aos pagamentos no setor público.

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