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Pesquisa Empiricus revela setores favoritos da bolsa em junho


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Pesquisa Empiricus revela setores favoritos da bolsa em junho
Crédito: www.seudinheiro.com

A bolsa brasileira atravessa um período de maior seletividade. A saída de recursos estrangeiros, o aumento das incertezas no cenário internacional e a perspectiva de juros elevados criaram um ambiente mais complexo para os investidores. Apesar disso, segundo pesquisa mensal realizada pela Empiricus Research com gestores de fundos de ações long only, a percepção para a bolsa segue construtiva em junho. O levantamento foi realizado entre os dias 2 e 9 de junho.

Setores que lideram as preferências

Utilidades públicas e financeiro continuam liderando a lista dos segmentos mais bem avaliados pelas gestoras. A participação do setor financeiro subiu de 41% para 48% das respostas em junho, atingindo o maior nível da série recente. Já utilidades públicas avançou de 23% para 29%. Juntos, os dois setores respondem por 77% das maiores posições das carteiras analisadas pela pesquisa. Esse domínio reflete a busca por empresas com fluxo de caixa previsível e baixa alavancagem, características típicas desses segmentos.

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Outros setores em destaque

As gestoras demonstram uma visão positiva para aluguel de veículos e logística, infraestrutura, petróleo e gás, saúde e alguns segmentos do setor imobiliário. No entanto, petróleo e gás deixou de aparecer como principal posição dos portfólios após registrar participação de 14% em abril e maio. O varejo perdeu espaço, com sua participação recuando de 14% para 10%. Alimentos e bebidas permanece entre os setores com pior percepção relativa, indicando cautela dos gestores com esse segmento.

Caixa e alavancagem

O caixa médio das carteiras caiu de 9,7% para 7,5%, retornando para perto da média histórica de 7,1%. Esse movimento sugere que os gestores estão mais confiantes em alocar recursos em ações, reduzindo a posição defensiva. A alavancagem média das empresas das carteiras voltou para 1,5 vez dívida líquida sobre Ebitda, patamar considerado saudável e que reforça a percepção de qualidade dos ativos selecionados.

Rentabilidade esperada

A taxa interna de retorno (TIR) real média das carteiras ficou em 17,4%, acima da média histórica de 13,8%. Esse indicador reflete a expectativa de retorno ajustado pela inflação e mostra que, mesmo em um cenário de juros elevados, os gestores enxergam oportunidades de ganhos reais expressivos na bolsa. A combinação de TIR elevada com alavancagem controlada e caixa reduzido sugere uma postura otimista, mas seletiva, por parte dos profissionais ouvidos.

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