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BC liquida Sefer Investimentos e congela bens


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BC liquida Sefer Investimentos e congela bens
Crédito: www.seudinheiro.com

O Banco Central (BC) decretou, nesta semana, a liquidação extrajudicial da Sefer Investimentos, distribuidora de títulos e valores mobiliários que estava sob investigação da Polícia Federal no âmbito do caso Banco Master. A decisão interrompe imediatamente as operações da Sefer e amplia a pressão sobre um caso que já vinha chamando a atenção do mercado financeiro.

Liquidação extrajudicial e bens congelados

Com a decretação da liquidação extrajudicial, a Sefer deixa de operar imediatamente. O Banco Central também determinou a indisponibilidade dos bens dos controladores e ex-administradores, uma medida prevista nesse tipo de intervenção para preservar o patrimônio enquanto o processo é conduzido.

Além de Benjamin Botelho de Almeida, tiveram os bens indisponíveis quatro empresas apontadas como controladoras da distribuidora:

  • Sefer Participações em Instituições Financeiras Ltda.
  • Seferpar Participações e Investimentos S.A.
  • Brazilpar Investments LLC
  • Lyon Investments LLC

Para conduzir a liquidação, o BC nomeou o auditor aposentado Edison Benedito Alexandre, que já atuou anteriormente na liquidação da Companhia Hipotecária Brasileira (CHB).

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Relação com o caso Banco Master

Segundo o Estadão, o controlador da Sefer, Benjamin Botelho de Almeida, é suspeito de atuar como operador financeiro de Daniel Vorcaro, controlador do Master, e de desempenhar um papel central na estrutura de fundos de investimento e negociações envolvendo ativos considerados de maior risco.

A investigação da Polícia Federal apura possíveis irregularidades nessas operações, que teriam ocorrido por meio da Sefer. No entanto, para o Banco Central, a liquidação não decorre apenas da investigação policial. A autarquia afirma que a medida se baseia em constatações de descumprimento de normas prudenciais e de supervisão, independentemente do inquérito criminal.

Impacto limitado no sistema financeiro

Na avaliação do Banco Central, a Sefer está enquadrada no segmento S4 da regulação prudencial, grupo que reúne instituições de menor porte e relevância dentro do Sistema Financeiro Nacional. Embora a liquidação afete clientes, parceiros e credores da distribuidora, o potencial de contágio para o restante do sistema é considerado reduzido.

Segundo o BC, a Sefer representa menos de 0,0004% do ativo total do sistema financeiro e administra cerca de 0,17% dos recursos de terceiros. Esses números indicam que, apesar do impacto localizado, a estabilidade do sistema como um todo não deve ser comprometida.

Investigações continuam em andamento

A liquidação extrajudicial não encerra as investigações. O Banco Central afirmou que continuará adotando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais.

Dependendo do desfecho dessas investigações, o processo pode resultar em medidas sancionadoras de caráter administrativo e no encaminhamento de informações a outras autoridades, de acordo com o regulador.

A Sefer Investimentos, que atuava como distribuidora de títulos e valores mobiliários, agora terá seu patrimônio administrado pelo liquidante nomeado, enquanto os controladores e ex-administradores têm seus bens indisponíveis. O caso segue em acompanhamento pelo mercado e pelas autoridades.

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