Empresas brasileiras de tecnologia valem menos do que as dos Estados Unidos e da Europa, e o caminho para mudar esse cenário é a internacionalização. A avaliação é de gestores de venture capital que participaram do Web Summit Rio 2026, evento que o Seu Dinheiro acompanha diretamente do Rio de Janeiro até o dia 11 de junho.
Valuation menor é realidade, diz gestor
Marcello Gonçalves, cofundador da Domo Venture Capital, afirmou que empresas latino-americanas precisam ser avaliadas em níveis inferiores aos das empresas norte-americanas ou europeias. Segundo ele, o remédio para isso é a internacionalização. Gonçalves disse que empresas que geram receita em dólar e conquistam clientes fora do Brasil tendem a receber avaliações mais elevadas.
Na visão do investidor, muitos empreendedores se acomodam com o tamanho do mercado brasileiro e deixam de explorar oportunidades globais. Ele afirmou que empreendedores brasileiros pensam que o Brasil já é grande o suficiente e não têm ambição de se tornarem globais. Gonçalves acrescentou que alguns empreendedores não têm preparação ou formação adequadas para competir internacionalmente.
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Startups brasileiras já miram o mundo
Nos últimos anos, startups fundadas no Brasil passaram a conquistar clientes no exterior, abrir operações em novos mercados e nascer com vocação global. Exemplos citados foram Wellhub, Traction, Brex e Music AI. Na avaliação dos investidores, o movimento de internacionalização representa uma nova etapa de maturidade do ecossistema latino-americano.
Marcelo Lima, sócio da Monashees, afirmou que há 10 anos a discussão era se venture capital era possível na América Latina e agora discutem expansão global. Segundo Lima, a evolução aconteceu em etapas: primeiro surgiram startups inspiradas em modelos dos EUA, depois focadas em problemas latino-americanos, e agora crescem companhias com produtos exportáveis.
Inteligência artificial impulsiona expansão
Parte da transformação tem sido impulsionada pela inteligência artificial, que reduziu obstáculos para desenvolvimento de produtos com alcance global. A tecnologia permite que startups criem soluções adaptáveis a diferentes mercados com menos custos e barreiras técnicas.
Erro comum: internacionalização só por valuation
Segundo os investidores, um erro comum entre fundadores é enxergar a internacionalização apenas como forma de atrair capital estrangeiro ou aumentar o valuation. Quando a expansão acontece por esse motivo, as chances de o plano dar errado aumentam consideravelmente. A recomendação é que startups validem primeiro seu modelo de negócios em um mercado antes de tentar operar em vários países simultaneamente.
Quando uma companhia decide atravessar fronteiras, o projeto precisa contar com atenção direta dos fundadores, investimento de tempo e recursos adequados. A fonte não detalhou prazos ou métricas específicas para essa validação.
Fonte
- www.seudinheiro.com
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