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Renda fixa no segundo semestre: Tesouro IPCA+ e outras opções


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Renda fixa no segundo semestre: Tesouro IPCA+ e outras opções
Crédito: www.seudinheiro.com

A perspectiva de juros altos por mais tempo dá o tom das recomendações para o investidor de renda fixa no segundo semestre. Com a expectativa de mais um corte residual de 0,25 ponto percentual na taxa Selic em 2026, o cenário exige cautela e escolhas estratégicas. Especialistas ouvidos apontam quatro ativos que podem ajudar a bater o CDI: Tesouro IPCA+, debêntures incentivadas, FI-Infras e ETFs de renda fixa.

Tesouro IPCA+ segue como preferência

Os indexados à inflação, como o Tesouro IPCA+, continuam sendo a preferência, assim como eram no início do ano. O principal motivo é o juro real de 8% que esses papéis estão oferecendo, especialmente nos vencimentos intermediários. A analista da Empiricus afirma que a escolha dos investimentos em títulos públicos deve passar pelos diferentes indexadores: indexados à inflação, pós-fixados e prefixados. No início de 2025, os títulos do Tesouro Direto de taxa fixa pareciam mais interessantes em razão da expectativa de cortes adicionais na Selic. Contudo, o novo cenário reduziu o incentivo para assumir o risco adicional dos prefixados.

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Debêntures incentivadas em alta

As debêntures incentivadas continuam entre as principais apostas para quem busca renda fixa no segundo semestre, segundo os especialistas. Segundo Muller, o Brasil está passando por um processo de regionalização dos investimentos em infraestrutura. Para pessoas físicas, os rendimentos das debêntures incentivadas são isentos de imposto de renda (IR). Segundo Muller, num ambiente de juros elevados como os atuais, a diferença entre um investimento tributado e outro isento se torna mais significativa. Esse benefício fiscal atrai investidores que desejam maximizar o retorno líquido.

FI-Infras: gestão profissional e isenção

Os FI-Infras são outra forma de se expor ao setor de infraestrutura. Além da isenção de IR sobre a renda, os FI-Infras também concedem benefício tributário sobre o ganho de capital com a cota. Para Costa, há ainda outras vantagens para levar em consideração, como a gestão profissional por um preço de cota acessível e acesso a uma carteira de debêntures incentivadas diversificada. Os FI-Infras são veículos listados em bolsa, que não precisam vender ativos da carteira para honrar pedidos de resgate. Isso proporciona maior estabilidade e liquidez aos cotistas.

ETFs de renda fixa como alternativa

Os ETFs de renda fixa também aparecem entre as recomendações dos especialistas. Assim como os FI-Infras, os ETFs têm os benefícios de um fundo listado em bolsa: liquidez para negociação, baixa taxa de administração, sem come-cotas e com uma carteira diversificada de ativos. Costa destaca o ETF PACB11, do BTG Pactual, entre as recomendações do “Onde Investir no segundo semestre”. O ETF PACB11 investe em títulos públicos atrelados à inflação (Tesouro IPCA+) de prazos médios e longos. Dessa forma, o investidor obtém exposição ao IPCA+ com praticidade e baixo custo.

Em suma, o segundo semestre de 2025 exige atenção à trajetória dos juros. As opções de renda fixa indicadas combinam proteção contra a inflação, isenção fiscal e diversificação. Cabe a cada investidor avaliar seu perfil e horizonte antes de decidir.

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