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Magazine Luiza inicia novo ciclo e acelera e-commerce


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Magazine Luiza inicia novo ciclo e acelera e-commerce
Crédito: www.seudinheiro.com

A Magazine Luiza (MGLU3) inicia uma nova fase estratégica com o objetivo de acelerar suas operações de comércio eletrônico, conforme revelado após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025. No entanto, a companhia mantém firme a decisão de não participar da chamada guerra de preços observada em parte do mercado, que envolve players estrangeiros como Shopee e Mercado Livre.

A estratégia prioriza a monetização de vantagens estruturais e a integração de seu ecossistema, que inclui marcas como Netshoes, KaBuM! e Época Cosméticos.

Resultados do 4T25 e desaceleração no segmento 3P

A companhia divulgou os números referentes aos últimos três meses de 2025, período que registrou uma desaceleração acentuada no segmento conhecido como 3P, com queda de mais de 11%. Essa retração não é surpresa, uma vez que o CEO Fred Trajano vinha reduzindo o foco nessa área nos trimestres anteriores.

A intenção agora, segundo a empresa, é retomar o crescimento, mas sem adotar as táticas agressivas de concorrência que caracterizam o mercado. Essa abordagem reflete uma postura cautelosa em relação a produtos de baixo valor, típicos das plataformas estrangeiras.

Foco em produtos de maior qualidade

A fonte não detalhou os números absolutos de receita ou lucro, mas a mudança de direção já sinaliza um reposicionamento claro. Com isso, a Magazine Luiza busca evitar margens de contribuição negativas, focando em itens de maior qualidade dentro do modelo 3P.

Estratégia para acelerar sem guerra de preços

A empresa segue firme na decisão de não participar do que classifica como “irracionalidade” observada em parte do setor. Em vez de competir diretamente em preços baixos, a estratégia envolve acelerar as vendas por meio de plataformas parceiras.

A ideia é ampliar a distribuição do estoque próprio de bens duráveis em canais externos, como o AliExpress, aproveitando a escala de compras e a capilaridade logística do grupo.

Posicionamento diferenciado no mercado

Lucas Ozório, Diretor de Relações Institucionais do Magalu, reforça que o foco no 3P será em produtos de maior qualidade, sem margem de contribuição negativa para a companhia. Essa postura contrasta com a de concorrentes que priorizam itens com ticket bem baixo, característicos das plataformas estrangeiras.

A meta é monetizar algumas das principais vantagens estruturais, que incluem:

  • Relacionamento com a indústria
  • Presença multicanal consolidada

Integração do ecossistema e multicanalidade

Outro pilar do novo ciclo será ampliar as conexões dentro do próprio ecossistema, que conta com 33 milhões de clientes ativos. O WhatsApp da Lu, por exemplo, deve integrar todo esse ambiente, abrangendo desde a busca e recomendação de produtos até o pagamento e o pós-venda.

Essa jornada de compra unificada busca oferecer uma experiência mais fluida aos consumidores.

Expansão do conceito multicanal

Além disso, a empresa pretende expandir o conceito de multicanalidade, integrando cada vez mais as lojas físicas às operações digitais. Um exemplo recente é a Galeria Magalu, inaugurada em São Paulo, que reúne todas as marcas do grupo em um único espaço.

Essa iniciativa visa fortalecer a presença offline enquanto se conecta com as vendas online, criando um ciclo virtuoso para o negócio.

Foco em serviços e vantagens competitivas

As operações de serviços também devem ganhar protagonismo nessa nova fase, embora a fonte não detalhe quais setores serão priorizados. A estratégia busca monetizar algumas das principais vantagens estruturais do Magalu.

Diferenciais estratégicos do grupo

Esses elementos são considerados diferenciais cruciais para enfrentar a concorrência sem entrar em disputas por preços:

  • Escala de compras
  • Capilaridade logística
  • Presença multicanal

O ecossistema do grupo, que inclui o sortimento do Magalu, Netshoes, KaBuM! e Época Cosméticos, será fundamental para essa integração. A ideia é que cada marca complemente a outra, oferecendo um portfólio diversificado sem sobreposições desnecessárias.

Perspectivas para o futuro do e-commerce

A Magazine Luiza encerra um ciclo de ajustes e inicia outro com metas claras de aceleração, mas sem abandonar a prudência financeira. A decisão de não entrar na guerra de preços com Shopee e Mercado Livre reflete uma análise cuidadosa do mercado e das próprias capacidades.

Em vez disso, a empresa aposta na integração de seu ecossistema, na expansão por meio de parceiros e no fortalecimento de serviços.

Desafios e oportunidades

Com 33 milhões de clientes ativos e uma presença consolidada tanto no digital quanto no físico, o grupo busca equilibrar crescimento e rentabilidade. O desafio será manter essa trajetória em um setor dinâmico e competitivo, onde a inovação e a eficiência operacional são constantemente testadas.

Os próximos trimestres devem mostrar se a estratégia escolhida trará os resultados esperados.

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