Investimento

Klabin KLBN11 rebaixada pelo JP Morgan; Suzano é a favorita


3 mins de leitura
Klabin KLBN11 rebaixada pelo JP Morgan; Suzano é a favorita
Crédito: www.seudinheiro.com

O banco JP Morgan rebaixou as ações da Klabin (KLBN11) e elegeu a Suzano como a única favorita do setor de papel e celulose na América Latina. A revisão ocorre em meio a um cenário de tensões geopolíticas e demanda mais fraca por papel, que limitam o potencial de alta do setor. As ações da Klabin fecharam em queda de 3,16% nesta quinta-feira (23), cotadas a R$ 18,11, figurando entre as maiores baixas do Ibovespa.

Rebaixamento da Klabin e novo preço-alvo

O JP Morgan cortou o preço-alvo da Klabin de R$ 26 para R$ 22, o que ainda implica um potencial de valorização de cerca de 21,5% em relação ao último fechamento. No entanto, os analistas destacam que o desempenho operacional “balanceado e sólido” da empresa já está no preço. Sem novos gatilhos claros, fica difícil enxergar uma nova pernada de alta para KLBN11. A ação chegou a ser cotada a R$ 18,04 na mínima do pregão.

Vídeo: YouTube | Fonte: www.seudinheiro.com

Suzano: a única favorita do setor

Para o JP Morgan, a Suzano é hoje a melhor aposta do setor na América Latina. A recomendação de compra foi mantida, com status de “top pick”. A empresa está sendo negociada a cerca de 5,2 vezes seu resultado operacional projetado para 2026 e pode entregar um retorno em caixa de aproximadamente 12,8% ao investidor. A Suzano deve se beneficiar do aumento de produção com o ramp-up do projeto Cerrado e de uma queda relevante nos investimentos (capex) após a entrada em operação.

Preço-alvo da Suzano e potencial de alta

O preço-alvo da Suzano foi reduzido de R$ 81 para R$ 74, impactado por revisões cambiais. Apesar do corte, o novo valor ainda indica um potencial de alta expressivo, superior a 58%. As ações da Suzano fecharam o pregão de hoje com queda de 1,39%, a R$ 46,49.

Cenário de mercado e perspectivas

O pano de fundo dessa revisão é o aumento das tensões no Oriente Médio, com destaque para o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã. O efeito prático aparece nas negociações: compradores mais cautelosos e menos dispostos a aceitar novos reajustes. Os analistas do JP Morgan escreveram em relatório: “Esperamos que os preços de fibra curta permaneçam sustentados no curto prazo, mas a demanda mais fraca por papel e spreads comprimidos da fibra longa devem limitar o potencial de alta”. “A fibra longa continua pressionada por estoques elevados e futuros fracos”, destacam os analistas.

Fonte