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Itaúsa: R$ 8,7 bi e gatilhos podem impulsionar ITSA4, diz BBI


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Itaúsa: R$ 8,7 bi e gatilhos podem impulsionar ITSA4, diz BBI
Crédito: www.seudinheiro.com

O Bradesco BBI recomendou a compra da ação da Itaúsa (ITSA4), com preço-alvo de R$ 15,40. Segundo o banco, a reforma tributária e um possível IPO da Aegea são gatilhos que podem impulsionar o valor da holding.

Em relação à cotação da última segunda-feira (23), o potencial de alta chega a 13%.

Recomendação e projeções do Bradesco BBI

O banco de investimentos mantém uma recomendação de compra para o papel ITSA4. O cálculo do preço-alvo de R$ 15,40 indica um cenário otimista para os investidores.

Além disso, o Bradesco BBI estima um dividend yield de 9% para a Itaúsa. Essa combinação de valorização e distribuição de dividendos forma a base da tese de investimento.

Impacto da reforma tributária a partir de 2027

Eliminação da ineficiência tributária

Um dos principais gatilhos apontados é a reforma tributária, que entra em vigor em 2027. A mudança deve eliminar grande parte da ineficiência da tributação brasileira.

Atualmente, se o Itaú declarar R$ 1 mil em juros sobre capital próprio, a holding teria direito a R$ 372. No entanto, após os impostos, apenas R$ 323 são efetivamente recebidos.

Isso resulta em uma perda de R$ 49, equivalente a 13,2% do valor bruto.

Valor incremental estimado em R$ 8,7 bilhões

Com a nova legislação, os impostos deixarão de incidir sobre dividendos e lucros de subsidiárias. Assumindo um custo de capital próprio de 15,5%, crescimento de 6% e projeções para 2027, estima-se um valor incremental de R$ 8,7 bilhões com o fim dessa ineficiência.

Esse montante é visto como um “presente” para o valor da companhia. A transição para o novo regime promete alterar significativamente a dinâmica financeira do grupo.

Economia tributária e novos rumos para a holding

Economia de R$ 850 milhões em despesas

De acordo com o CEO da Itaúsa, Alfredo Setubal, a companhia calcula uma economia de R$ 850 milhões em despesas tributárias após a mudança. A partir de 2027, espera-se uma expansão relevante do lucro e da geração de caixa.

Os recursos adicionais poderão ser direcionados tanto para novos investimentos quanto para dividendos extras, oferecendo mais flexibilidade estratégica.

Relevância de empresas do grupo

É esperado que outras empresas do grupo, como Alpargatas (ALPA4) e Motiva (MOTV3), sejam ainda mais relevantes para a Itaúsa. A holding usa os resultados das empresas fora do setor financeiro para cobrir despesas recorrentes.

Dessa forma, a diversificação do portfólio ganha importância no contexto pós-reforma.

Potencial destravado pelo IPO da Aegea

Valorização expressiva da empresa

Outro ponto que pode destravar valor é um possível IPO da Aegea. A holding atualizou o valor justo da empresa para R$ 5,6 bilhões.

O valor anterior da Aegea era de R$ 2,4 bilhões, o que indica uma reavaliação expressiva. Uma oferta pública inicial poderia capturar esse valor de mercado e beneficiar a Itaúsa como acionista controladora.

Complementaridade com a reforma tributária

Esse movimento estratégico complementaria os ganhos esperados com a reforma tributária. Juntos, os dois gatilhos formam um cenário de múltiplas frentes de valorização.

A combinação de fatores internos e externos desenha um horizonte promissor para a holding.

O que está em jogo para os investidores

Potencial de alta e rendimento atrativo

O relatório do Bradesco BBI coloca em evidência os principais vetores que podem influenciar a trajetória da ITSA4. A recomendação de compra e o preço-alvo de R$ 15,40 servem como referência para o mercado.

O potencial de alta de 13% e o dividend yield projetado de 9% atraem tanto investidores de crescimento quanto os focados em renda.

Ganhos substanciais de valor

O “presente” de R$ 8,7 bilhões estimado com o fim da ineficiência tributária representa um ganho substancial de valor. Paralelamente, a valorização da Aegea e a possibilidade de seu IPO adicionam outra camada de oportunidade.

Em resumo, a análise sugere que a Itaúsa está posicionada para capitalizar mudanças regulatórias e estratégicas nos próximos anos.

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