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Ibovespa bate recorde com Trump e vai a 190 mil pontos, dólar em


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Ibovespa bate recorde com Trump e vai a 190 mil pontos, dólar em
Crédito: www.seudinheiro.com

O mercado financeiro brasileiro viveu um dia histórico nesta sexta-feira. O principal índice de ações do país, o Ibovespa, superou pela primeira vez a marca de 190 mil pontos. Paralelamente, o dólar comercial à vista renovou sua cotação mais baixa em quase dois anos.

O movimento foi impulsionado por uma decisão judicial nos Estados Unidos. A Suprema Corte americana derrubou um pacote de tarifas de importação anunciado pelo ex-presidente Donald Trump, aliviando pressões sobre as exportações brasileiras.

Decisão da Suprema Corte dos EUA derruba “tarifaço”

A Suprema Corte dos Estados Unidos anunciou na tarde desta sexta-feira a derrubada do chamado “tarifaço” de 2 de abril. A medida, proposta por Donald Trump, previa a imposição de tarifas sobre importações.

Com a decisão judicial, uma boa parte das exportações brasileiras aos Estados Unidos foi beneficiada. Essas exportações ainda estavam sujeitas a tarifas de 50%. O Brasil é, ao lado da China e do Canadá, um dos países mais favorecidos pela anulação.

Reação de Donald Trump

Donald Trump reagiu à decisão da Suprema Corte. O ex-presidente afirmou que vai impor uma tarifa global de 10% a importações no início da próxima semana. Além disso, ele disse que buscará novos acordos comerciais para substituir as tarifas canceladas.

A notícia da derrubada do pacote anterior, no entanto, foi suficiente para injetar otimismo nos ativos de risco. Esses ativos ganharam terreno imediatamente após o anúncio.

Ibovespa atinge marco histórico de 190 mil pontos

Refletindo o clima positivo, o Ibovespa fechou acima da marca de 190 mil pontos pela primeira vez em sua história. O índice foi puxado por fortes altas em setores-chave da economia brasileira.

Principais altas do índice

  • A mineradora Vale (VALE3) subiu 3,23%, contribuindo significativamente para o avanço geral.
  • Os bancos apresentaram avanços acima de 2%, demonstrando confiança no cenário financeiro.
  • A Vamos (VAMO3) liderou os ganhos do Ibovespa, com alta expressiva de 4,01%.

Em contraste, o lado negativo do índice foi limitado. Apenas oito ações fecharam no vermelho. A Raízen (RAIZ4) foi a maior das perdas, registrando queda de 3,23%.

Dólar atinge menor patamar em 21 meses

No mercado de câmbio, o dólar à vista caiu 0,98%, sendo cotado a R$ 5,1759. Com essa queda, a moeda norte-americana renovou a mínima em 21 meses. Mais especificamente, o dólar voltou a fechar no menor nível desde maio de 2024.

O movimento de desvalorização frente ao real está alinhado com a melhora na percepção de risco para a economia brasileira. Essa melhora ocorreu após a decisão americana sobre as tarifas.

O cenário de juros nos Estados Unidos também influencia os fluxos cambiais. A taxa do Federal Reserve está na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano. A combinação entre o alívio tarifário e o ambiente de juros contribuiu para a pressão de baixa sobre a divisa estrangeira.

Metais preciosos também registram altas

O otimismo não se limitou às ações e ao câmbio. No mercado de commodities, os metais preciosos tiveram desempenho positivo.

  • O ouro para abril encerrou em alta de 1,67%, sendo negociado a US$ 5.080,9 por onça-troy.
  • A prata para março teve valorização ainda mais expressiva, com alta de 6,07%, cotada a US$ 82,34 por onça-troy.

Na semana, o ouro teve avanço acumulado de 0,69%, enquanto a prata registrou alta de 5,6%. Esse movimento reforça a busca por ativos considerados refúgio.

Parte dos investidores ainda mantém cautela diante das declarações futuras de Trump sobre novas tarifas, mesmo em um dia de forte apetite por risco.

Cenário segue sob atenção dos investidores

Apesar do dia excepcional, o mercado financeiro global permanece atento aos próximos passos de Donald Trump. Sua promessa de impor uma nova tarifa global e buscar acordos comerciais substitutos mantém um grau de incerteza.

Para o Brasil, a decisão da Suprema Corte americana trouxe um alívio imediato. No entanto, a evolução das relações comerciais com os Estados Unidos continuará sendo um fator crítico.

O desempenho recorde do Ibovespa e a queda do dólar a níveis não vistos há quase dois anos marcam um momento de otimismo renovado. A volatilidade típica dos mercados, especialmente em reação a declarações políticas, exige que investidores monitorem de perto os desenvolvimentos da próxima semana.

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