Investimento

HFOF11: XP recomenda compra com upside de 16% e dividendos de 11%


4 mins de leitura
HFOF11: XP recomenda compra com upside de 16% e dividendos de 11%
Crédito: <a href="https://www.seudinheiro.com/2026/economia/desconto-historico-e-dividendos-de-11-o-que-faz-a-xp-recomendar-este-fii-bdap/" target="_blank" rel="nofollow noopener noreferrer">www.seudinheiro.com</a>

Recomendação de compra reiterada

A XP Investimentos reiterou a recomendação de compra para o fundo imobiliário Hedge Top FOFII 3 (HFOF11). Além disso, a corretora estabeleceu preço-alvo de R$ 7,77 para as cotas. Atualmente, o papel é negociado a R$ 6,57, o que representa um potencial de valorização (upside) de aproximadamente 16%. A recomendação se baseia no desconto histórico do fundo em relação ao seu valor patrimonial e, sobretudo, na atratividade dos dividendos.

O HFOF11 negocia a 0,85 vez seu valor patrimonial (P/VP), ou seja, com um desconto de 15% sobre o patrimônio líquido. Esse nível é considerado baixo pela XP, especialmente quando comparado a outros fundos do segmento. A corretora destaca que o desconto pode se reduzir à medida que o programa de recompra de cotas avance e os resultados operacionais se mantenham. Dessa forma, a perspectiva é positiva.

Vídeo: YouTube | Fonte: www.seudinheiro.com

Dividendos de 10,9% ao ano

O dividend yield atual do HFOF11 é de 10,9%, o que equivale a um retorno anualizado de aproximadamente 11% sobre o preço atual da cota. Esse patamar é superior à média dos fundos imobiliários listados no IFIX, que gira em torno de 8% a 9%. Portanto, a XP considera o rendimento atrativo para investidores que buscam renda passiva.

O fundo tem como objetivo gerar retorno por meio de investimentos em cotas de outros veículos imobiliários. Cerca de 98% dos ativos do HFOF11 estão alocados em cotas de outros fundos imobiliários, o que o caracteriza como um fundo de fundos (FOF). A carteira é diversificada entre lajes corporativas (28%), recebíveis (19%), logística (16%), shoppings (16%) e renda urbana (14%). Consequentemente, há uma boa dispersão de riscos.

Programa de recompra de cotas

O programa de recompra de cotas do HFOF11 foi aprovado pelos cotistas e iniciado em agosto de 2025. O programa autoriza o fundo a recomprar até 5% dos seus papéis em circulação. Desde o início, o FII já recomprou e cancelou cerca de 8,62 milhões de unidades, o que equivale a aproximadamente 75% do limite autorizado. Em resumo, a iniciativa está em estágio avançado.

A recompra de cotas é uma estratégia que pode beneficiar os cotistas ao reduzir a quantidade de papéis em circulação, potencialmente elevando o valor das cotas remanescentes. Além disso, sinaliza confiança da gestão no valor intrínseco do fundo. A XP vê com bons olhos a iniciativa, pois pode ajudar a reduzir o desconto atual. Assim sendo, a recomendação se fortalece.

Desempenho histórico e gestão

O HFOF11 acumula, desde seu lançamento em 2018, retorno equivalente a 94% do IFIX. Pela métrica de rentabilidade patrimonial ajustada, o desempenho alcança 104,9% do IFIX. Isso indica que o fundo conseguiu superar o benchmark em termos de valorização patrimonial, embora o retorno total tenha ficado ligeiramente abaixo. Contudo, a gestão tem se mostrado competente.

A gestão do fundo é feita pela Hedge Investimentos, que possui mais de R$ 10,8 bilhões sob custódia. O HFOF11 possui patrimônio líquido de R$ 1,77 bilhão e mais de 94 mil investidores na bolsa de valores brasileira. O volume médio diário de negociação é de R$ 2,6 milhões, o que garante liquidez razoável para os cotistas. Dessa forma, o fundo oferece boa acessibilidade.

Riscos e concentração

A XP destaca a elevada concentração do portfólio do HFOF11 em FIIs geridos pela própria Hedge Investimentos. Isso significa que o fundo está exposto à mesma gestora em grande parte de seus ativos, o que pode aumentar o risco de governança. No entanto, a XP considera que a qualidade da gestão e o histórico de desempenho mitigam parcialmente esse risco.

Outro ponto de atenção é a concentração setorial: 28% em lajes corporativas, um segmento que sofre com vacância e pressão nos aluguéis. Por outro lado, a diversificação entre recebíveis, logística, shoppings e renda urbana ajuda a diluir os riscos. O investidor deve avaliar seu perfil antes de investir. Em resumo, é necessário ponderar os prós e contras.

Fonte