Gilson Finkelsztain deixará a presidência da B3, a bolsa de valores brasileira, para assumir o comando do Santander Brasil. A mudança marca o retorno do executivo ao banco, onde já atuou anteriormente.
Ele sucede Mario Leão, que comunicou sua renúncia por motivos pessoais após quatro anos no posto. A decisão foi tomada de comum acordo entre Leão e o conselho de administração, no contexto de um processo estruturado de sucessão iniciado com antecedência.
Transição planejada para 2026
O processo de sucessão na presidência do Santander Brasil deve ser concluído em meados de 2026. Mario Leão permanece no cargo até a conclusão da transição e participará diretamente desse período de passagem de comando.
A saída ocorre após ele ter assumido o banco em janeiro de 2022, com a missão de recuperar os indicadores de rentabilidade da instituição. A matriz espanhola foi informada sobre a intenção de renúncia no início deste ano, consolidando uma mudança que segue um cronograma estabelecido.
Missão de recuperação sob Leão
Ao assumir o Santander Brasil, Mario Leão herdou um desafio significativo: os indicadores de rentabilidade do banco sofriam com o avanço da inadimplência.
Para enfrentar esse cenário, ele desenhou uma estratégia baseada na seletividade no crédito, buscando melhorar a saúde financeira da instituição. Os resultados começaram a aparecer, com o Retorno sobre Patrimônio (RoE) subindo para 17,6% no quarto trimestre do ano passado.
Esse desempenho contrasta com oscilações na casa dos 10% observadas em 2023, mostrando um caminho de recuperação.
Meta ambiciosa de rentabilidade
O plano estratégico da matriz do Santander estabelece uma meta ousada: elevar o Retorno sobre Patrimônio (RoE) para 20% até 2028.
A trajetória recente, com a melhora para 17,6% no final do ano passado, indica progresso em direção a esse objetivo. No entanto, o caminho ainda exige continuidade, especialmente considerando as oscilações anteriores.
A estratégia de seletividade no crédito, implementada por Leão, foi um dos pilares para essa evolução, que agora será herdada pelo sucessor.
Retorno de um executivo experiente
Gilson Finkelsztain não é um novato no Santander. O executivo retorna ao banco após comandar a B3 desde 2017, onde liderou a dona da bolsa brasileira por sete anos.
Experiência prévia no Santander
Anteriormente, ele atuou na mesa de juros do Santander entre 2011 e 2013, acumulando experiência direta na instituição.
Trajetória em outras instituições
Além disso, Finkelsztain tem passagens por outras grandes instituições financeiras, como JPMorgan e Citigroup, o que reforça seu perfil para o novo desafio.
Desistência anterior e novo desafio
O retorno de Finkelsztain ao Santander tem um capítulo recente. No ano passado, ele chegou a ser anunciado para integrar o conselho de administração do banco, mas desistiu da nomeação na época para seguir na B3.
Agora, assume a presidência com a tarefa de dar continuidade ao ciclo de recuperação de rentabilidade, previsto para durar mais dois ou três anos. Ele herda um banco em processo de melhora, mas que ainda busca atingir metas ambiciosas definidas pela matriz.
Herança de um legado em construção
Finkelsztain assume o Santander Brasil em um momento de transição, onde os esforços de Mario Leão para recuperar a rentabilidade começam a mostrar frutos.
O novo presidente terá de manter o foco na seletividade do crédito e na eficiência operacional para alcançar a meta de 20% de Retorno sobre Patrimônio até 2028.
Com sua experiência prévia no banco e em outras grandes instituições financeiras, ele traz um histórico que pode ser decisivo para os próximos capítulos.
A conclusão do processo de sucessão em 2026 marcará o início efetivo de sua gestão, com Leão acompanhando a transição até lá.
