O motor por trás da expansão do setor logístico
O setor de galpões logísticos no Brasil vive um momento de forte aquecimento. O principal impulsionador é o avanço do comércio eletrônico e a corrida por entregas cada vez mais rápidas.
Gigantes como Shopee, Mercado Livre e Amazon transformaram a logística em um campo estratégico. Quem tem mais galpões para armazenagem e distribuição consegue entregar mais rápido e com custos menores.
Essa disputa intensificou a busca por espaços, especialmente próximos às capitais. O cenário reflete uma transformação profunda no comportamento de consumo, que se acelerou nos últimos anos.
Números que mostram o crescimento expressivo
Os dados revelam a magnitude da expansão. Nos últimos 11 anos, a área bruta locável (ABL) do setor saltou de 23 milhões para 53 milhões de metros quadrados (m²).
Isso representa um crescimento de cerca de 130%. O aumento na oferta foi acompanhado por uma valorização significativa dos ativos.
Indicadores de mercado em alta
- Aluguéis: Avançaram 43% no mesmo período de 11 anos.
- Vacância: Caiu de 12,9% para 7,1%, um dos níveis mais baixos da série histórica.
- Absorção: Média anual de 3,1 milhões de metros quadrados.
Esse conjunto de indicadores aponta para um mercado em franca expansão e com fundamentos sólidos.
O papel das gigantes do e-commerce na demanda
As grandes plataformas de venda online são as principais responsáveis por puxar a demanda por galpões logísticos. Companhias de varejo, indústria e operadores logísticos ocupam a maior parte dos aluguéis.
Presença das principais empresas
No ranking de empresas, o destaque é o Mercado Livre, responsável por cerca de 6,7% da ABL total nacional. A empresa tem aproximadamente 3 milhões de metros quadrados ocupados, distribuídos em 84 imóveis.
Por outro lado, a Shopee tem 1,2 milhão de metros quadrados ocupados em 103 galpões diferentes. Isso mostra uma estratégia de expansão baseada em múltiplas unidades menores.
Recentemente, um novo contrato de locação chamou a atenção do mercado. A inquilina será a Shopee, segundo apurou o Estadão, embora a administradora do imóvel, a Marq, não divulgue o nome por questões de sigilo contratual.
Procurada, a Shopee não comentou, mantendo o assunto em sigilo. A fonte não detalhou mais informações sobre esse contrato específico.
Os ciclos recentes do mercado logístico
O relatório do BTG mostrou que a indústria de galpões passou por diferentes ciclos ao longo da última década. Após a crise econômica entre 2014 e 2017, o mercado iniciou uma forte recuperação a partir de 2018.
O crescimento do e-commerce durante a pandemia de covid-19 elevou a necessidade de centros de distribuição. Isso acelerou ainda mais a tendência de expansão.
Movimentações atípicas e recuperação
Em 2020, o segmento registrou a maior absorção líquida desde 2014. Houve também queda nos valores dos aluguéis, um movimento atípico em um cenário de alta demanda.
Desde então, o setor logístico se mantém aquecido, com indicadores consistentemente positivos. Houve aumento relevante nos preços das locações, em torno de R$ 28,4 por metro quadrado.
A trajetória recente mostra um setor resiliente e em constante evolução. A fonte não detalhou projeções específicas para os próximos anos.
Como os investidores podem se beneficiar com FIIs
Para o investidor comum, o aquecimento do mercado de galpões logísticos abre uma porta de acesso por meio dos Fundos Imobiliários (FIIs). Esses fundos permitem a aplicação em cotas que representam frações de um portfólio de imóveis.
Vantagens do investimento no setor
- Renda recorrente: A valorização dos aluguéis e a baixa vacância criam fluxo de renda constante.
- Estabilidade: Demanda sustentada por parte de grandes empresas oferece perspectiva de contratos estáveis.
- Diversificação: Oportunidade de diversificar a carteira e capturar ganhos do mercado em expansão.
É importante que o investidor analise cada fundo individualmente. Deve considerar a qualidade dos imóveis e a solidez dos inquilinos.
Dessa forma, é possível participar do crescimento impulsionado pelo boom do comércio online. A fonte não detalhou recomendações específicas de fundos.
