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Hapvida HAPV3 despenca 37,51% na semana; veja quem subiu


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Hapvida HAPV3 despenca 37,51% na semana; veja quem subiu
Crédito: www.seudinheiro.com

Na sexta-feira (14), o Ibovespa encerrou o pregão aos 166.934 pontos, completando uma sequência de nove dias consecutivos de queda. A semana foi marcada por forte aversão a risco, influenciada pelo pessimismo do JP Morgan em relação aos ativos brasileiros e pela retirada expressiva de capital estrangeiro da B3. Em meio à sangria, a Hapvida (HAPV3) despencou 37,51%, enquanto a Embraer (EMBJ3) conseguiu escapar com alta de 7,03%.

Ibovespa acumula nove quedas seguidas

O principal índice da bolsa brasileira não deu trégua ao investidor. Entre segunda (10) e sexta-feira (14), o Ibovespa registrou queda em todos os pregões, algo que não acontecia desde 2020. O movimento foi puxado por fatores externos e internos, com destaque para a postura mais cautelosa do banco norte-americano JP Morgan.

Na terça-feira (11), o JP Morgan rebaixou a recomendação do Brasil de overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente a compra) para neutro. Além disso, reduziu o preço-alvo do Ibovespa para o fim de 2026 de 190 mil para 185 mil pontos. A mudança de tom gerou uma fuga dos recursos “gringos” no país, conforme apontaram analistas.

No mesmo dia, a B3 registrou retirada de R$ 4,72 bilhões de capital estrangeiro, a maior desde 22 de abril de 2021. Esse movimento reforçou a pressão vendedora sobre os ativos locais, especialmente as ações de maior liquidez.

Enquanto isso, o dólar à vista terminou a semana cotado a R$ 5,2199, com alta de 2,68% no acumulado. A moeda americana refletiu tanto o cenário externo quanto a percepção de maior risco fiscal e político no Brasil.

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Hapvida lidera perdas com balanço fraco

A maior decepção do Ibovespa nesta semana foi, sem dúvida, a ação da Hapvida (HAPV3). A empresa divulgou seus resultados do segundo trimestre de 2026 e o mercado não gostou nada do que viu. No dia seguinte ao balanço, o papel chegou a cair 33,09%, e o acumulado entre segunda e sexta-feira foi uma desvalorização de 37,51%.

Os números vieram bem abaixo das expectativas. O Ebitda ajustado da companhia caiu 37,2% em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 504,4 milhões. O número veio 30% abaixo das estimativas do BTG Pactual, que classificou a cifra como a pior dos últimos cinco anos.

Além disso, a Hapvida registrou um prejuízo líquido 40,7% maior no trimestre em comparação anual, totalizando R$ 217,1 milhões. Para o Safra, o balanço da operadora trouxe “pouquíssimos” elementos para sustentar uma tese de recuperação no curto prazo, com deterioração generalizada.

A reação negativa dos investidores reflete a preocupação com a trajetória de margens e a capacidade de a empresa reverter o quadro operacional. A ação, que já vinha sob pressão, agora acumula perdas expressivas no ano.

Braskem também sofre com balanço

Outra ação que pesou no Ibovespa foi a Braskem (BRKM5), que despencou 17% nos últimos cinco dias. A petroquímica também divulgou seus resultados do segundo trimestre, e o mercado reagiu mal, apesar de a companhia ter apresentado lucro.

A Braskem registrou lucro líquido de R$ 3,33 bilhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), revertendo o prejuízo de R$ 267 milhões apurado no mesmo período do ano passado. Apesar do resultado positivo, os investidores parecem ter se concentrado em outros aspectos do balanço, como o endividamento e as perspectivas para o setor.

A queda da Braskem contribuiu para o tom negativo do índice, uma vez que a ação tem peso de aproximadamente 2% na carteira teórica do Ibovespa.

Embraer escapa da queda com alta de 7%

Em meio ao pessimismo generalizado, a Embraer (EMBJ3) foi a exceção. As ações da companhia conseguiram avançar mais de 7% na semana, puxadas por notícias positivas sobre novos contratos e pela percepção de que a empresa está menos exposta ao ciclo doméstico.

O desempenho da Embraer contrasta com o restante do mercado e mostra que, mesmo em um cenário adverso, há espaço para papéis com fundamentos sólidos e exposição global, como a recente assinatura de contratos com a Força Aérea dos EUA.

Wall Street e petróleo no radar

Enquanto o Ibovespa sofria, os índices de Wall Street registraram alta, com destaque para o S&P 500, que superou os 7.800 pontos pela primeira vez na história. O bom humor externo, no entanto, não foi suficiente para contaminar o mercado brasileiro, que segue refém de questões locais.

No mercado de petróleo, a volatilidade foi a tônica da semana. O Brent, referência global, encerrou cotado a US$ 88 por barril, refletindo incertezas sobre a possível reabertura do Estreito de Ormuz e a queda das reservas estratégicas norte-americanas ao menor nível desde 1983.

Esses fatores externos, combinados com o cenário doméstico, devem continuar influenciando o Ibovespa nas próximas semanas. O investidor, por ora, segue cauteloso, aguardando novos sinais sobre a direção da economia brasileira e a evolução dos resultados corporativos.

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