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MBRF3 dispara 18% e USIM5 lidera perdas na semana do Ibovespa


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MBRF3 dispara 18% e USIM5 lidera perdas na semana do Ibovespa
Crédito: www.seudinheiro.com

O Ibovespa fechou a última semana de julho em alta de 2,27%, aos 177.999 pontos. O movimento foi impulsionado pela melhora das expectativas para a inflação e pelo aumento das apostas de um corte na taxa Selic na reunião do Copom. Ademais, o dólar comercial também cedeu, encerrando a semana a R$ 5,0704. Entre os destaques do índice, as ações da MBRF (MBRF3) saltaram 18%, enquanto Usiminas (USIM5) liderou as perdas, reagindo ao balanço do segundo trimestre.

Expectativa de corte de juros anima investidores

Consequentemente, o mercado passou a precificar com maior convicção uma redução de 0,25 ponto percentual na Selic na reunião do Copom marcada para a quarta-feira seguinte (5). Atualmente, a taxa básica está em 14,25% ao ano.

A mudança nas expectativas foi influenciada pela divulgação de novos indicadores de inflação e atividade econômica no Brasil, além da decisão de política monetária do Federal Reserve. Além disso, na avaliação de Claudia Moreno, economista do C6 Bank, os números reforçam a percepção de que o mercado de trabalho brasileiro continua resiliente. Embora o ritmo de crescimento da renda tenha perdido força, o nível de emprego segue elevado. Dessa forma, esses dados trouxeram mais confiança aos investidores, que passaram a apostar em um ciclo de afrouxamento monetário mais próximo.

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Fed mantém juros e surpreende com dissidências

Na última quarta-feira (29), o Fomc do Fed manteve os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano pela quinta vez consecutiva. A decisão, no entanto, não foi unânime.

Votos dissidentes chamam a atenção

Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan votaram pela alta de 0,25 ponto percentual nos juros. Ademais, essa foi a primeira vez desde 2016 que três dos nove diretores do Fed discordaram da decisão unificada.

Durante a coletiva de imprensa, o presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que as divergências foram intencionais e bem-vindas. Além disso, ele destacou que queria uma ‘boa briga de família’ dentro do Fomc e que os votos dissidentes mostram que o Comitê está debatendo os temas de forma aberta e intensa. A inesperada dissidência chamou a atenção, mas Warsh tratou de minimizar o episódio, reforçando o compromisso da instituição com a estabilidade.

Warsh sinaliza reavaliação da política monetária

Em seguida, Kevin Warsh reafirmou o compromisso do Fed com a meta de inflação de 2% e indicou que a autoridade monetária está reavaliando sua política, estratégia de comunicação e instrumentos. Essa sinalização foi interpretada como um possível indicativo de ajustes futuros, o que trouxe algum alívio aos mercados globais.

Consequentemente, no Brasil, o dólar comercial acompanhou o cenário externo e fechou a semana cotado a R$ 5,0704, acumulando queda de 0,21% na semana e de 1,79% no mês de julho. O recuo da moeda americana contribuiu para o bom humor dos investidores locais, que também se beneficiaram do ambiente doméstico favorável.

Copom decide na próxima quarta-feira (5)

A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) está marcada para a próxima quarta-feira (5). A expectativa é que a taxa básica de juros seja reduzida em 0,25 ponto percentual, dos atuais 14,25% para 14,00% ao ano. Caso se concretize, será o primeiro corte em um ciclo que deve se estender ao longo dos próximos meses. Portanto, a decisão será acompanhada de perto, e o comunicado do Copom poderá trazer indicações sobre os próximos passos da política monetária.

MBRF3 dispara com reabertura de fronteira

As ações da MBRF (MBRF3) saltaram 18% no Ibovespa no acumulado da semana. Dessa forma, o movimento refletiu a expectativa de alívio no custo da produção, após a liberação da entrada de gado do México nos EUA. A reabertura da fronteira acontecerá em 24 de agosto, começando por Douglas, no Arizona, e posteriormente será estendida a uma unidade no Novo México. Com isso, os papéis da companhia figuraram entre os maiores avanços do índice, contribuindo para o desempenho positivo do mercado no período.

USIM5 lidera perdas após balanço do 2T26

Por outro lado, a ponta negativa do Ibovespa foi liderada por Usiminas (USIM5), em reação ao balanço do segundo trimestre de 2026 (2T26). Na avaliação de analistas, o balanço mostrou uma recuperação consistente da operação de siderurgia, impulsionada por reajustes de preços e um mix de vendas mais favorável.

Apesar da leitura positiva sobre a siderurgia, os papéis da empresa recuaram, surpreendendo parte do mercado. Com isso, USIM5 encerrou a semana como o papel de pior desempenho do Ibovespa. Contudo, a fonte não detalhou as razões específicas para a queda, mas o movimento contrastou com a avaliação fundamentalista dos especialistas.

Com isso, o Ibovespa encerrou julho com valorização acumulada de 3,47%, renovando o ânimo dos investidores. Sobretudo, o desempenho foi sustentado pela combinação de perspectivas de cortes na Selic e de um cenário internacional que, embora incerto, parece caminhar para uma estabilidade monetária. A disparada de MBRF3 e o recuo de USIM5 ilustraram como eventos corporativos e setoriais podem gerar movimentos expressivos, mesmo em um contexto de alta generalizada do índice. Em resumo, a expectativa agora se volta para a reunião do Copom e os próximos indicadores econômicos, que devem continuar pautando os negócios na bolsa brasileira.

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