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Engie Jirau aprovação: negócio bilionário gera alerta a investidores


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Os acionistas da Engie Brasil (ENGI3) aprovaram a aquisição de 40% da Usina Hidrelétrica de Jirau, operação avaliada em R$ 5,744 bilhões. A aprovação ocorreu em Assembleia Geral Extraordinária (AGE). O negócio contou com o apoio de investidores que representam 89,81% do capital votante. No entanto, uma ala de minoritários votou contra a aquisição, sinalizando divergências sobre os termos do acordo.

Detalhes da aprovação e oposição

A AGE foi o palco da decisão que selou o futuro da participação da Engie em Jirau. Com amplo apoio, a operação foi aprovada, mas a oposição de minoritários não passou despercebida. A fonte não detalhou os motivos específicos da rejeição, mas a existência de uma ala contrária indica que nem todos os investidores estão confortáveis com o negócio. A transação envolve valores bilionários e pode impactar a estrutura de capital da companhia.

Vídeo: YouTube | Fonte: www.seudinheiro.com

Projeções do Safra: volatilidade à vista

O Safra projeta um período de volatilidade para as ações da Engie nos próximos meses. O banco estima que será necessária uma captação expressiva para a estrutura da operação funcionar sem diluição dos acionistas minoritários. Essa captação pode envolver emissão de dívida ou outras formas de financiamento. A fonte não detalhou o montante exato, mas a preocupação com a diluição é um ponto central para os investidores.

Destino dos recursos e encargos

Parte dos recursos poderá ser utilizada para liquidar a obrigação referente à UBP, estimada em cerca de R$ 2,4 bilhões. A UBP é um encargo financeiro pago pelas concessionárias ao governo federal pela exploração econômica de rios e áreas da União para a geração de energia. Além disso, os recursos também seriam usados para financiar investimentos em ativos de transmissão ainda em construção e otimizar a estrutura de capital da companhia. A Engie busca equilibrar suas finanças e expandir sua presença no setor elétrico.

Recomendação e valuation

O Safra manteve a recomendação de underperform para as ações da Engie, com preço-alvo de R$ 34,26. Esse valor representa um potencial de valorização de 5,6% em relação ao fechamento anterior. O banco avalia que o valor aprovado para a participação em Jirau ficou acima de suas estimativas anteriores. O Safra classificou o valuation atual do ativo como exigente, indicando que o preço pago pode não refletir o valor justo.

Taxa de retorno e premissas

A taxa interna de retorno (TIR) do investimento pode alcançar cerca de 9,3%. No entanto, essa TIR depende de condições específicas: a renovação do benefício fiscal da Sudam até 2037, ganhos de modulação da ordem de R$ 10 por MWh e premissa mais favorável para o GSF. Esses fatores são incertos e podem afetar o retorno esperado. A fonte não detalhou a probabilidade de cada condição se concretizar.

Diante desse cenário, os investidores devem monitorar de perto os próximos passos da Engie. A volatilidade projetada pelo Safra e as divergências entre acionistas sugerem que o negócio de Jirau, embora aprovado, ainda reserva desafios. A captação de recursos e o cumprimento das premissas para a TIR serão pontos críticos nos próximos meses.

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