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BofA pesquisa Copa do Mundo: Espanha é favorita no bolão dos investidores


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BofA pesquisa Copa do Mundo: Espanha é favorita no bolão dos investidores
Crédito: www.seudinheiro.com

Uma pesquisa do Bank of America (BofA) com gestores de fundos globais revelou a Espanha como a seleção favorita a vencer a Copa do Mundo de 2026. O levantamento, realizado entre 5 e 11 de junho, ouviu 198 participantes que administram US$ 540 bilhões em ativos. Além do bolão esportivo, o estudo trouxe mudanças nas alocações de carteira e nas expectativas macroeconômicas.

Espanha lidera preferências no bolão

No quesito futebolístico, 22% dos gestores apontaram a Espanha como favorita ao título mundial. A França apareceu em segundo lugar, com 19% das respostas. Brasil, Argentina e Inglaterra empataram com 8% cada. Portugal teve 6% e Alemanha, 3%. O resultado mostra uma concentração de preferências nas seleções europeias, com a Espanha se destacando.

O levantamento não detalhou os critérios usados pelos gestores para escolher as favoritas. A pesquisa, no entanto, reflete o clima entre investidores que lidam com grandes volumes de recursos.

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Caixa sobe ligeiramente nas carteiras

O nível médio de caixa nas carteiras passou de 3,9% para 4,1%. Apesar do aumento, o percentual ainda é baixo historicamente. Isso indica que os gestores mantêm uma postura cautelosa, mas sem grandes movimentos defensivos. A alta pode refletir a busca por liquidez em meio a incertezas sobre juros e inflação.

O aumento do caixa é modesto, mas sinaliza que os investidores estão ajustando suas posições. A fonte não detalhou os setores que mais perderam espaço nas carteiras.

Otimismo econômico ganha força

A parcela líquida de investidores que espera desaceleração da atividade nos próximos 12 meses caiu para 1%, ante 14% em maio. Trata-se de uma queda expressiva, indicando que a maioria dos gestores não prevê recessão iminente. Esse movimento pode estar relacionado a dados econômicos resilientes nos Estados Unidos e em outras economias.

Apesar do otimismo, 58% dos participantes acredita que o mundo caminha para estagflação — combinação de crescimento baixo com inflação elevada. O percentual diminuiu em relação aos 69% do mês anterior, mas ainda é majoritário. Isso mostra que, embora o cenário de recessão tenha perdido força, a preocupação com inflação persistente continua.

Paralelamente, 36% dos entrevistados compartilham a visão de expansão econômica com inflação elevada, ante 25% em maio. Apenas 2% dos gestores projetam crescimento acima da tendência e inflação controlada, enquanto 1% espera crescimento e inflação abaixo da média histórica. Esses números revelam que a maioria dos investidores ainda enxerga um cenário de inflação acima do ideal.

Inflação e juros no radar

As expectativas para a inflação futura também mudaram. 45% dos gestores acreditam que os índices globais de preços estarão mais altos daqui a um ano, contra 66% no levantamento anterior. A queda de 21 pontos percentuais sugere que parte do pessimismo inflacionário se dissipou. Contudo, ainda é uma parcela significativa que espera pressões altistas.

No front de política monetária, 40% dos gestores preveem novas altas de juros nos próximos 12 meses, ante 16% em maio. Esse salto indica que o mercado está precificando um aperto adicional, especialmente nos Estados Unidos. 55% dos entrevistados esperam que o Federal Reserve (Fed) mantenha postura dura no encontro desta semana, enquanto 33% apostam em manutenção dos juros com discurso favorável a cortes futuros. A divergência mostra que a comunicação do Fed será crucial para os mercados.

Riscos: inflação e bolha de IA

Entre os riscos de cauda — eventos de baixa probabilidade, mas alto impacto —, 34% dos participantes apontaram a possibilidade de segunda onda inflacionária como o maior perigo. Esse receio está alinhado com a visão de estagflação e com as expectativas de juros mais altos.

Outro risco que ganhou destaque foi a bolha ligada à inteligência artificial (IA). 28% dos investidores considera bolha ligada à IA como principal risco, ante 5% dois meses atrás. O aumento expressivo reflete a rápida valorização de ações de tecnologia ligadas ao tema. A fonte não detalhou quais empresas ou setores seriam mais afetados.

Em contrapartida, os conflitos geopolíticos perderam relevância: 12% dos gestores apontam conflitos geopolíticos como principal ameaça, ante 44% há dois meses. A queda de 32 pontos percentuais sugere que as tensões entre Rússia e Ucrânia e no Oriente Médio estão sendo vistas como menos impactantes no curto prazo.

A pesquisa do BofA oferece um retrato das preocupações e expectativas dos grandes investidores globais. Enquanto a Espanha lidera no futebol, a economia mundial ainda busca um equilíbrio entre inflação, juros e crescimento.

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