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Vale (VALE3) tem prejuízo de US$ 3,8 bi no 4T25, mas ações sobem


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Vale (VALE3) tem prejuízo de US$ 3,8 bi no 4T25, mas ações sobem
Crédito: www.seudinheiro.com

A Vale (VALE3), maior produtora de minério de ferro do mundo, divulgou nesta terça-feira seus resultados do quarto trimestre e do ano completo de 2025. A mineradora reportou um prejuízo líquido significativo nos últimos três meses do ano, mas apresentou crescimento em outros indicadores operacionais e financeiros.

Em um movimento atípico, os papéis da companhia registraram valorização no after hours em Nova York, após fecharem o pregão regular em queda.

Resultados financeiros do quarto trimestre de 2025

Entre outubro e dezembro de 2025, a Vale registrou um prejuízo líquido de US$ 4,243 bilhões. Esse resultado negativo contrasta com o desempenho anual, que fechou com lucro líquido de US$ 1,983 bilhão.

Comparação anual e trimestral

No entanto, o lucro de 2025 representa uma queda expressiva de 67% em relação ao ano anterior, evidenciando um cenário desafiador para a companhia. Por outro lado, a receita líquida de vendas do trimestre alcançou US$ 11,060 bilhões.

Esse valor representa um aumento de 9% na comparação anual e de 6% em relação ao trimestre anterior. No acumulado do ano, a receita líquida somou US$ 38,403 bilhões, o que representa uma alta modesta de 1% frente a 2024.

Desempenho operacional e métricas de custos

O Ebitda ajustado, que mede o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, subiu 21% na comparação anual no quarto trimestre. O indicador atingiu US$ 4,588 bilhões.

Produção e fluxo de caixa

No ano completo, esse indicador alcançou US$ 15,458 bilhões, uma alta de 4% em relação a 2024. Além disso, a mineradora anunciou um fluxo de caixa livre de US$ 1,688 bilhão no período de outubro a dezembro.

Em 2025, o fluxo de caixa livre totalizou US$ 5,653 bilhões, um aumento de 3% em relação ao ano anterior. No quarto trimestre, a produção de minério de ferro avançou 6%, reforçando a posição da Vale como líder global no segmento.

Pressão dos custos operacionais

Contudo, os custos operacionais também pressionaram os resultados. Os custos all-in do minério de ferro aumentaram 10% ano a ano no trimestre, para US$ 54,3 a tonelada.

Já o custo caixa C1, uma métrica mais específica, alcançou US$ 21,3 a tonelada no período. Esse valor representa uma alta de 18,8% em relação ao mesmo trimestre de 2024.

Dinâmica dos preços do minério de ferro

Os preços de referência do minério de ferro ficaram em US$ 106,0 a tonelada entre outubro e dezembro. Esse valor é 3% maior do que o mesmo período do ano anterior e 4% acima dos três meses anteriores.

Preços realizados e médias anuais

O preço realizado dos finos de minério, por sua vez, avançou 3% em base anual e 1% em termos trimestrais no quarto trimestre, para US$ 95,4 a tonelada. Esses aumentos pontuais, no entanto, não se sustentaram na média anual.

Na média de 2025, o preço de referência ficou em US$ 102,4 a tonelada, uma queda de 6% em relação a 2024. O preço médio realizado no acumulado do ano foi de US$ 91,6 a tonelada, redução de 4% ante 2024.

Custos médios anuais

Em paralelo, o custo médio all-in em 2025 ficou em US$ 54,2 a tonelada, uma queda de 3% ante o ano anterior. O C1 médio anual também foi de US$ 21,3 a tonelada, recuando 2%.

Reação do mercado financeiro às divulgações

Os ADRs (American Depositary Receipts) da Vale, que representam suas ações negociadas em Nova York, subiam 1,35% no after hours. Esse movimento de alta ocorreu após os papéis terminarem o pregão regular com queda de 1,96%.

Interpretação dos investidores

A valorização no after hours sugere que investidores podem ter interpretado positivamente alguns aspectos dos resultados. O crescimento da receita e do Ebitda ajustado parece ter compensado, em parte, o prejuízo líquido reportado.

A reação do mercado reflete a complexidade de analisar os números da companhia, que misturam indicadores negativos e positivos. O desempenho das ações no after hours indica uma avaliação cautelosamente otimista por parte de alguns agentes financeiros.

Esses agentes parecem focar nos fundamentos operacionais de longo prazo da empresa. Esse cenário fecha um ano de altos e baixos para a maior produtora global de minério de ferro.

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