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Trump oferece ajuda a Putin para acordo com Ucrânia


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Trump oferece ajuda a Putin para acordo com Ucrânia
Crédito: valor.globo.com

Ligação de 90 minutos entre Trump e Putin

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou por telefone com o líder russo Vladimir Putin por quase 90 minutos. Durante a ligação, Trump ofereceu ajuda para encontrar uma solução para a guerra na Ucrânia. A informação foi divulgada pelo assessor do Kremlin, Yuri Ushakov, neste domingo.

Segundo Ushakov, Trump afirmou que os enviados de Washington, Steve Witkoff e Jared Kushner, continuariam tentando intermediar um acordo. Eles estariam preparados para fazer outra visita a Moscou. A oferta ocorre em meio a intensos combates no leste da Ucrânia, onde as forças russas afirmam ter capturado a cidade estrategicamente importante de Kostiantynivka.

Rússia busca solução diplomática

Ushakov declarou que a Rússia busca “uma resolução político-diplomática do conflito”. No entanto, ele acusou Kiev e seus aliados europeus de “contarem com a extensão e até mesmo a escalada do conflito, e com o terrorismo contra civis”. A referência foi aos ataques de longo alcance da Ucrânia contra alvos russos, principalmente ligados à indústria petrolífera.

A declaração sugere que, apesar da disposição para negociações, Moscou vê obstáculos vindos do lado ucraniano e de seus apoiadores.

Putin descreve avanço no campo de batalha

Durante a conversa, Putin “descreveu a situação real no campo de batalha, onde as forças armadas russas estão avançando com confiança, libertando uma localidade após a outra”, segundo Ushakov. Comandantes russos disseram a Putin, na sexta-feira, que as tropas de Moscou haviam capturado a cidade estrategicamente importante de Kostiantynivka, no leste da Ucrânia.

No sábado, o presidente Volodymyr Zelensky e o Estado-Maior da Ucrânia rejeitaram essa alegação, afirmando que as forças de Kiev ainda controlavam a cidade. A divergência sobre o controle de Kostiantynivka ilustra a dificuldade de se estabelecer fatos precisos em meio ao conflito.

Enviados americanos continuarão mediação

Ushakov citou Trump dizendo que os enviados de Washington, Steve Witkoff e Jared Kushner, continuariam tentando intermediar um acordo. Eles estariam preparados para fazer outra visita a Moscou. A mediação americana, embora ainda incipiente, sinaliza um possível papel dos EUA na busca por um cessar-fogo.

A oferta de Trump ocorre em um momento em que a guerra completa três anos, com milhares de mortos e destruição generalizada. A comunidade internacional observa com atenção os próximos passos, especialmente diante das alegações contraditórias sobre o controle de territórios.

Enquanto isso, a Rússia insiste que está aberta a negociações, mas acusa a Ucrânia e seus aliados de não terem interesse real na paz. A Ucrânia, por sua vez, rejeita as alegações russas e afirma que continuará defendendo seu território. A mediação de Trump pode representar uma nova dinâmica no conflito, mas ainda é cedo para avaliar seu impacto. O assessor do Kremlin não detalhou se Putin aceitou ou recusou a oferta de ajuda, limitando-se a relatar o conteúdo da conversa.

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