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S&P 500 ainda tem fôlego: bolsa dos EUA é aposta para 2º semestre


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S&P 500 ainda tem fôlego: bolsa dos EUA é aposta para 2º semestre
Crédito: www.seudinheiro.com

O primeiro semestre de 2025 foi marcado por recordes nas bolsas norte-americanas. Dow Jones, Nasdaq e S&P 500 encerraram os seis primeiros meses do ano em alta, no melhor desempenho para o período desde 2021. O S&P 500 valorizou 9,55% no período e chegou a bater o recorde de 7.620,90 pontos. Apesar das máximas históricas, especialistas consultados avaliam que as bolsas dos Estados Unidos ainda têm fôlego para o segundo semestre, mantendo-se como a principal aposta entre os investimentos no exterior.

Recordes não assustam especialistas

Marcela Rocha, CIO da Avenue, e Daniel Popovich, portfolio manager da Franklin Templeton, defenderam que as bolsas norte-americanas devem ser o destaque do segundo semestre entre os investimentos no exterior. Popovich afirmou: ‘Não é porque os índices estão na máxima que vão desvalorizar. Conforme os lucros das empresas crescem, o S&P 500 deve continuar renovando os recordes’. O mercado precifica um crescimento do lucro corporativo de 20% entre os papéis listados nos EUA, o que sustenta a visão otimista. Para Rocha, o preço atual não gera receio, especialmente no setor de tecnologia, que considera o mais atrativo do cenário.

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Inteligência artificial como motor

Um dos principais motivos para o otimismo dos especialistas sobre a bolsa norte-americana é o avanço da inteligência artificial (IA). Para Rocha, o mercado norte-americano é o que mais consegue refletir a tese de inteligência artificial. Popovich defende que a inteligência artificial é uma tecnologia transformadora que deve estar na carteira do investidor, mas os papéis devem ser pensados para o longo prazo. Ele acrescenta: ‘Se os investidores querem participar das tendências de inteligência artificial e ganhar dinheiro no longo prazo, a renda variável no exterior faz muito sentido’. A IA não beneficia apenas as empresas de tecnologia diretamente, mas também setores como energia e infraestrutura, que dão suporte a essa revolução.

Setores e mercados no radar

Rocha recomenda o investimento em segmentos que se beneficiam indiretamente de IA, como energia e infraestrutura, além de setores como saúde e biotecnologia. Já Popovich destaca o investimento em fundos multimercados, chamados de hedge funds no exterior. Os mercados no radar da Avenue são Taiwan e Coreia do Sul, que devem aproveitar a cadeia de semicondutores e tecnologia, além do Chile. O Chile é o maior produtor de cobre no mundo, uma commodity necessária para a infraestrutura de IA. Popovich também defende que um mercado que se destaca com um reaquecimento da economia é o Japão, que realizou reformas que reforçam a governança corporativa das empresas.

Cautela com juros e outras economias

Rocha prefere ficar de fora de setores mais sensíveis à taxa básica de juros dos EUA, estabelecida entre 3,5% e 3,75% ao ano, como o imobiliário e o consumo. Ela recomenda uma posição neutra na renda fixa norte-americana de curto prazo por projetar a possibilidade de o Fed elevar os juros dos Estados Unidos nos próximos meses. Kevin Warsh assumiu a presidência do Fed em 22 de maio e realizou a primeira decisão a respeito dos juros no dia 17 de junho. A reunião de junho manteve os juros inalterados nos EUA. Popovich enxerga com cautela as economias dos países da Europa e da Austrália, sugerindo que o investidor deve concentrar suas apostas nos EUA e em mercados selecionados da Ásia e América Latina.

Com a perspectiva de crescimento dos lucros e o avanço da inteligência artificial, o S&P 500 e as bolsas norte-americanas continuam no centro das atenções dos investidores para o segundo semestre. A recomendação dos especialistas é manter o foco no longo prazo e diversificar dentro dos setores que mais se beneficiam das tendências atuais.

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