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Moraes manda prender kid preto por trama golpista


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Moraes manda prender kid preto por trama golpista
Crédito: valor.globo.com

Decisão judicial determina prisão de militar

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta sexta-feira (13) a prisão do coronel do Exército Bernardo Romão Correa Netto.

Ele é integrante do grupo conhecido como ‘kids pretos’ e foi condenado na trama golpista. O militar foi encaminhado para o Batalhão de Polícia do Exército de Brasília e passou por audiência de custódia durante a tarde.

A medida judicial marca um novo capítulo no desfecho das investigações sobre o caso.

Recursos são rejeitados pelo STF

Trânsito em julgado do processo

Na quinta-feira (12), o STF publicou os acórdãos dos julgamentos dos últimos recursos de alguns dos condenados do grupo.

Os recursos foram rejeitados pela Primeira Turma do STF, conforme informações oficiais. A publicação dos documentos abre caminho para a decretação de trânsito em julgado e o encerramento do processo.

Isso consolida as condenações.

Papel do núcleo três na trama

Ações coercitivas planejadas

Segundo a Procuradoria-Geral da República, coube ao núcleo três as ‘ações coercitivas’ da trama golpista.

O grupo era composto por integrantes das Forças Especiais para pressionar o comando do Exército a aderir à trama golpista.

Além disso, os acusados planejaram medidas coercitivas para neutralizar autoridades, conforme detalhado na denúncia.

A organização foi constituída para manter Jair Bolsonaro no poder, atuando de julho de 2021 até 8 de janeiro de 2023.

Atuação dos ‘kids pretos’

Penalidades variadas para os envolvidos

Conhecidos como ‘kids pretos’, o grupo é formado por militares que atuaram para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.

Segundo a denúncia, eles teriam pressionado comandantes das Forças Armadas para que aderissem a uma tentativa de golpe.

Além disso, teriam monitorado autoridades, entre elas o próprio ministro Alexandre de Moraes.

As penas de cada um vão de 1 ano e 11 meses a 21 anos de prisão, variando conforme a participação individual.

Reconhecimento de organização criminosa

Estrutura e objetivos do grupo

A decisão judicial reconheceu de maneira fundamentada a existência de uma organização criminosa armada, liderada por Jair Bolsonaro, e com a participação dos demais réus.

A organização se iniciou em julho de 2021 e permaneceu atuante até o dia 8 de janeiro de 2023.

Esse reconhecimento foi crucial para as condenações, estabelecendo a estrutura e os objetivos do grupo.

Outros militares envolvidos

Desfechos diferentes para alguns acusados

Em contraste com a prisão de Bernardo Romão Correa Netto, outros militares tiveram desfechos diferentes.

O coronel do Exército Márcio Nunes de Resende Júnior e o tenente-coronel Ronald Ferreira foram condenados só por crimes de incitação ao crime.

Eles firmaram acordo de não persecução penal (ANPP) e não serão presos, conforme decisão judicial.

Essa distinção reflete as variações nas participações e nas negociações processuais.

Plano que não se concretizou

Fatores que impediram a execução

O plano golpista só não foi concretizado porque o grupo não conseguiu o apoio de Carlos de Almeida Baptista Júnior, comandante da Aeronáutica no governo Bolsonaro.

O evento só não se realizou porque o então presidente, não conseguindo o apoio da Aeronáutica, desistiu no último minuto.

Esses fatores foram determinantes para impedir a execução completa das ações planejadas.

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