O bitcoin (BTC) pode enfrentar novas quedas nas próximas semanas, segundo análise do BTG Pactual divulgada nesta semana. O relatório aponta que a criptomoeda caminha para encerrar a semana com queda próxima de 1,1%, em meio a sinais técnicos negativos. O banco destaca a formação de topos descendentes e a baixa capacidade de reação dos compradores como indicadores de que o viés segue negativo. Dessa forma, a perspectiva de curto prazo permanece desfavorável.
Sinais de baixa no gráfico diário
No gráfico diário, o banco observa que o bitcoin voltou a operar abaixo das médias móveis de 21 e 50 dias, localizadas entre US$ 63,2 mil e US$ 63,7 mil. Esse movimento é considerado preocupante, pois indica perda de força compradora. Para abrir espaço a uma recuperação mais consistente, o BTC precisaria retomar essa faixa. Caso contrário, cresce a chance de um novo teste do suporte em US$ 58,5 mil. Ademais, a falta de reação dos compradores reforça o viés negativo.
Na avaliação do BTG, um fechamento consistente abaixo da faixa dos US$ 63 mil representaria uma nova piora estrutural do gráfico. Se isso acontecer, aumentaria o risco de continuidade da correção. O banco ressalta que, se o suporte em US$ 58,5 mil também for perdido, os próximos pontos de atenção ficam nas regiões de US$ 52,3 mil e US$ 48,9 mil. Consequentemente, o cenário de baixa se intensificaria.
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Resistências e indicadores de força
Segundo o BTG, uma eventual reação do bitcoin encontraria resistências importantes entre US$ 70,8 mil e US$ 86,5 mil. Esses níveis correspondem às médias móveis de 21 e 50 semanas, que funcionam como barreiras técnicas relevantes. Enquanto o preço permanecer abaixo dessas referências e os indicadores de força seguirem negativos, a recomendação do banco é de cautela. Por outro lado, uma superação dessas resistências poderia indicar reversão.
O Índice de Força Relativa (IFR) voltou a ficar abaixo da linha neutra, o que sinaliza perda de momentum e reduz, no curto prazo, as chances de uma reversão mais ampla. Para o BTG, uma leitura mais positiva dependeria da retomada da faixa entre US$ 63,2 mil e US$ 63,7 mil, acompanhada por uma nova aceleração do indicador. Portanto, o momento atual é de espera.
Cenário de curto prazo: recuperação ou correção?
O banco traça dois cenários possíveis para o bitcoin no curto prazo. Se recuperar os US$ 63 mil, pode tentar ganhar fôlego e buscar as resistências superiores. Se perder esse suporte, o mercado pode começar a olhar para preços mais baixos, com destaque para US$ 58,5 mil, US$ 52,3 mil e US$ 48,9 mil. Até lá, o bitcoin segue em uma zona delicada, e a recomendação do BTG é de cautela. Em resumo, a trajetória dependerá da reação do preço nesses níveis.
A análise técnica do BTG Pactual reforça a importância de monitorar os níveis de US$ 63,2 mil a US$ 63,7 mil como referência para uma possível reversão. Enquanto isso não ocorrer, o viés permanece negativo, e os investidores devem ficar atentos aos próximos movimentos do mercado. Sendo assim, a prudência é aconselhável.
Fonte
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