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Assaí farmácia Ozempic: supermercado entra em farmácias e bancos avaliam impactos


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Assaí farmácia Ozempic: supermercado entra em farmácias e bancos avaliam impactos
Crédito: www.seudinheiro.com

O Assaí Atacadista (ASAI3) deu um passo estratégico ao inaugurar sua primeira farmácia, marcando a entrada oficial no varejo farmacêutico. A loja é a primeira peça de um plano que envolve serviços financeiros, marketplace, postos de combustíveis e infraestrutura para recarga de veículos elétricos. A iniciativa ocorre em um momento em que a expansão física tradicional perdeu força, segundo analistas.

Expansão prevista para 2026

O plano da companhia prevê pelo menos 25 lojas até o fim de 2026. No longo prazo, o potencial é chegar a 250 unidades. A primeira farmácia fica ao lado da área principal do supermercado, separada apenas por um espaço dedicado. Os clientes podem comprar pelo aplicativo Assaí Farma e retirar os produtos ao final das compras. A separação dos itens é feita diretamente pela equipe da farmácia.

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Bancos avaliam impactos positivos

Na visão do Itaú BBA, essa vertente de negócios pode adicionar cerca de 5,5% ao valor de mercado do Assaí. O banco estimou que cada farmácia fature cerca de R$ 800 mil por mês. O investimento estimado é de R$ 300 mil por unidade. O time de análise calcula que cada nova farmácia pode gerar um retorno (TIR) próximo de 45%. O banco ressalta que o modelo tem baixa fricção, baseado na monetização do fluxo de clientes.

Para os analistas, a estratégia ganha relevância em um momento em que a expansão física perdeu força. A diversificação para serviços financeiros e farmácias pode ser uma forma de aumentar a receita sem depender apenas da abertura de novas lojas. O Assaí, conhecido por seu modelo de atacarejo, busca agora capturar mais valor de seus clientes frequentes.

Modelo de baixa fricção

O modelo de farmácia do Assaí é desenhado para ser simples e integrado. A localização ao lado do supermercado permite que o cliente faça as compras de mantimentos e retire medicamentos no mesmo local. O aplicativo Assaí Farma facilita o pedido antecipado, e a retirada é feita ao final das compras, sem necessidade de filas extras. A separação dos itens pela equipe da farmácia garante agilidade.

O investimento de R$ 300 mil por unidade é considerado baixo para o varejo, o que permite rápida escalabilidade. Com retorno estimado de 45% (TIR), o negócio se mostra atrativo. O Itaú BBA destaca que a monetização do fluxo de clientes é o principal motor, já que o Assaí recebe milhões de consumidores mensalmente.

Potencial de 250 unidades

Embora o plano imediato seja de 25 lojas até 2026, o potencial de longo prazo é de 250 unidades. Isso representaria uma presença significativa no varejo farmacêutico, especialmente em regiões onde o Assaí já tem forte atuação. A empresa não detalhou o cronograma para atingir esse número, mas a meta indica ambição.

A entrada no ramo de farmácias também abre portas para a venda de medicamentos como Ozempic, que tem alta demanda. Embora a fonte não tenha detalhado a oferta específica, a presença em farmácias permite ao Assaí comercializar esses produtos, ampliando o mix para os clientes.

Diversificação como estratégia

A farmácia é apenas o primeiro passo de um plano mais amplo. O Assaí também planeja serviços financeiros, marketplace, postos de combustíveis e infraestrutura para recarga de veículos elétricos. Essa diversificação busca criar um ecossistema de consumo, onde o cliente encontra tudo em um só lugar.

Os analistas veem com bons olhos a estratégia, especialmente em um cenário de desaceleração do varejo físico. A capacidade de gerar receitas adicionais sem grandes investimentos em novas lojas é um diferencial. O Itaú BBA, ao projetar 5,5% de valor adicional, sinaliza confiança no modelo.

Em resumo, o Assaí está apostando em um modelo de farmácia de baixo custo e alto retorno, integrado ao seu negócio principal. Com potencial de 250 unidades, a rede pode se tornar um player relevante no setor farmacêutico, aproveitando seu fluxo de clientes e sua capilaridade.

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