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Vale VALE3: cobre e lítio blindam caixa para dividendos


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Vale VALE3: cobre e lítio blindam caixa para dividendos
Crédito: www.seudinheiro.com

Em meio à recente queda do minério de ferro no mercado internacional, o Itaú BBA revisou suas estimativas para a Vale (VALE3), mas enxerga na diversificação para metais básicos um caminho para sustentar o caixa e os dividendos. A corretora ajustou o preço-alvo da ação para R$ 94, ainda com potencial de valorização de 30,6% em relação ao fechamento de [data]., e destacou a Vale Base Metals (VBM) como peça central da estratégia de crescimento.

Queda do minério e novas projeções

O Itaú BBA incorporou em seus modelos a recente desvalorização do minério de ferro, cujas cotações de referência recuaram para perto de US$ 95 por tonelada. A equipe de análise, formada por Daniel Sasson, Marcelo Furlan Palhares e João Paulo Helito, reduziu a previsão do preço médio do minério para 2026 de US$ 102,50 para US$ 100 por tonelada, mantendo a projeção de US$ 97,50 para 2027.

Com isso, as estimativas de custo caixa C1 (da mina ao porto) e de frete marítimo para 2026 foram ligeiramente elevadas, para cerca de US$ 23 e US$ 22 por tonelada, respectivamente. O Ebitda ajustado pró-forma da Vale também foi revisado para baixo: US$ 16,3 bilhões em 2026 e US$ 17 bilhões em 2027.

Apesar do cenário mais desafiador para o minério, o Itaú BBA reiterou a recomendação outperform (equivalente a compra) para a VALE3, com preço-alvo ajustado de R$ 95 para R$ 94. Segundo o banco, o novo preço-alvo ainda representa um potencial de valorização de 30,6% em relação ao fechamento anterior.

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Caixa e dividendos sob pressão

A análise do Itaú BBA indica que a Vale deve manter um free cash flow yield sólido, entre 8% e 9% no período de 2026 a 2030. A dívida líquida ampliada estimada é de US$ 15,9 bilhões ao fim de 2026, o que sugere espaço para manter a política de dividendos.

No entanto, a queda do minério de ferro pressiona o caixa, e a diversificação para outros metais torna-se estratégica. Nesse contexto, a subsidiária Vale Base Metals (VBM) ganha protagonismo, com meta de elevar sua participação no Ebitda consolidado do grupo.

Vale Base Metals: o motor de crescimento

Segundo o diretor financeiro e de Relações com Investidores da Vale, Marcelo Bacci, a VBM passou de 10% do Ebitda consolidado em 2024 para 26% em 2025. A meta é que a divisão atinja de 30% a 35% do Ebitda total a partir de 2035.

Para isso, a Vale pretende atingir uma produção de aproximadamente 700 mil toneladas anuais de cobre até 2035, impulsionada por uma taxa de crescimento orgânico entre 4% e 6% ao ano. No relatório, os analistas do Itaú BBA destacam que a aceleração da divisão de metais básicos pode ser o principal gatilho para a reprecificação do papel no mercado.

Projeto Alemão e o lítio

Um dos projetos-chave da VBM é o Projeto Alemão, voltado para extração de cobre em Carajás (PA), com investimentos estimados entre R$ 8 bilhões e R$ 10 bilhões e TIR projetada acima de 25%. A iniciativa reforça a aposta da mineradora em metais essenciais para a transição energética.

Além do cobre, a Vale também mira o lítio, outro metal estratégico para baterias. Embora o relatório do Itaú BBA não detalhe projetos específicos de lítio, a diversificação para esse mineral é vista como parte da estratégia de blindar o caixa e os dividendos diante da volatilidade do minério de ferro.

Com a combinação de cobre e lítio, a Vale busca reduzir a dependência do minério de ferro e criar novas fontes de receita. A expectativa é que a VBM se torne cada vez mais relevante no resultado consolidado, oferecendo maior estabilidade financeira e sustentabilidade aos dividendos no longo prazo.

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