Em meio ao debate sobre o equilíbrio das contas públicas e as tensões comerciais internacionais, o senador Flávio Bolsonaro (PL) apresentou uma série de propostas que norteariam seu eventual governo. Além disso, durante a declaração, o parlamentar defendeu a criação de uma regra fiscal com gatilho para corte de gastos, criticou a diplomacia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e prometeu prioridade à segurança pública. Dessa forma, as manifestações ocorrem em um momento em que a dívida bruta brasileira atingiu 81,9% do PIB, o maior nível em mais de cinco anos, segundo o Banco Central.
Regra fiscal com gatilho de corte
O senador afirmou que, se eleito, o governo terá uma regra fiscal com um gatilho para cortar despesas quando a dívida pelo PIB atingir determinado patamar.
No entanto, apesar de não especificar o nível exato que acionaria o mecanismo, Flávio classificou como “gastador e irresponsável” um governo que permite que a dívida chegue a 81% do PIB. Além disso, dados do Banco Central mostram que a dívida bruta do setor público consolidado alcançou 81,9% do PIB, o maior nível em mais de cinco anos.
Diante desse quadro, o parlamentar defendeu que, com o Brasil endividado e submetido a uma taxa de juros “altíssima”, não há alternativa senão cortar gastos.
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Combate à corrupção e enxugamento
Ademais, na visão de Flávio, é possível reduzir despesas ao combater a corrupção e tornar o governo mais enxuto. Além disso, ele mencionou que há 39 ministérios que podem ser enxugados e prometeu utilizar Inteligência Artificial na governança como ferramenta de eficiência.
Ademais, o senador também criticou a estratégia de ampliar a arrecadação por meio de impostos, destacando que a Margem Equatorial possui uma reserva gigantesca, com potencial de gerar centenas de bilhões de reais. Consequentemente, esses recursos, segundo ele, permitiriam aliviar a carga tributária e financiar prioridades.
Bolsa Família e aposentadorias preservadas
O candidato do PL assegurou a manutenção do programa Bolsa Família e garantiu que não fará ajustes fiscais sobre aposentados. Além disso, “não farei economia em cima de aposentado, não congelarei aposentadorias”, afirmou.
Além disso, ele também defendeu a criação de diferentes fundos de lastreamento, sem detalhar o funcionamento desses instrumentos. Ademais, outro ponto abordado foi a necessidade de rever o papel do Supremo Tribunal Federal, que, em sua avaliação, impacta negativamente a economia e a segurança jurídica do país.
Segurança pública: orçamento dobrado e penas duras
Sobretudo, a segurança pública foi eleita como a principal prioridade de um eventual governo.
Orçamento dobrado e medidas iniciais
Em seguida, Flávio prometeu dobrar o orçamento da área já no primeiro ano de mandato e detalhou um plano com 12 medidas iniciais. Por exemplo, entre as propostas, está a manutenção de ladrões de celulares presos.
Criação de 500 mil vagas em presídios
Ademais, o senador defendeu a criação de 500 mil novas vagas em presídios, com o objetivo de assegurar o cumprimento das penas, em oposição à atual política de desencarceramento.
Penas quase integrais para alta periculosidade
Além disso, o senador também propôs mudanças legislativas para que criminosos de alta periculosidade cumpram a pena quase integralmente. Para isso, seria criada a tipificação de pertencimento a organização criminosa, alcançando integrantes de facções como Comando Vermelho, Primeiro Comando da Capital e milícias. Consequentemente, a essas pessoas, as penas poderiam ultrapassar 80 anos de reclusão.
Críticas ao tarifaço de Trump
Além disso, questionado sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos, Flávio rechaçou qualquer possibilidade de influência de seu irmão, o deputado Eduardo Bolsonaro, sobre as decisões de Donald Trump. Em seguida, declarou: “Você acha agora que o Eduardo tem poder de coerção sobre o presidente dos Estados Unidos? O que o presidente dos Estados Unidos faz é da cabeça dele”.
Em seguida, mirou na diplomacia do governo Lula, acusando-o de adotar uma postura subserviente em relação à China. Além disso, criticou: “O Brasil lambe botas da China”, associando essa conduta à imposição de sobretaxas americanas. Ademais, acrescentou: “O Brasil está sendo sancionado por causa dessa falta de habilidade do atual governo e por causa das provocações dele. O Lula trabalhou para que o Brasil fosse tarifado e ele conseguiu”.
Expectativa por novos investimentos
Em resumo, o senador demonstrou otimismo quanto ao futuro, afirmando que o mundo está à espera de uma troca de governo no Brasil para retomar investimentos. Dessa forma, disse: “O mundo aguarda uma mudança de governo no Brasil para retomar investimentos”, sem apresentar dados que corroborassem a afirmação.
Fonte
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