A agência de classificação de risco Fitch promoveu o BTG Pactual e reforçou a leitura positiva sobre Itaú Unibanco e Bradesco. Em contraste, manteve um olhar mais cauteloso sobre o Banco do Brasil.
Os novos ratings refletem uma crescente diferenciação no desempenho de crédito à medida que o ciclo se normaliza, segundo a própria agência. A revisão sinaliza quem tem mais fôlego no atual momento do setor financeiro brasileiro.
BTG Pactual recebe impulso da Fitch
A Fitch elevou o rating do BTG Pactual, em uma movimentação que destaca a instituição no cenário atual. A promoção reforça a posição do banco em meio a um ciclo de crédito que passa por normalização.
Além disso, a agência manteve a perspectiva “neutra” para o setor bancário como um todo. Isso indica um ambiente de avaliação equilibrado.
Essa mudança específica para o BTG Pactual chama a atenção no mercado.
Itaú e Bradesco com leitura positiva
Itaú Unibanco
Para o Itaú Unibanco, a Fitch elevou o rating de viabilidade implícito de ‘bb+’ para ‘bbb-’. Isso reforça uma leitura positiva sobre a instituição.
Bradesco
No Bradesco, a agência revisou a perspectiva para estável. A mudança também sinaliza confiança.
Ambas as movimentações indicam que os grandes bancos privados seguem bem avaliados pela classificação de risco. Em contraste, o Banco do Brasil foi o único grande banco que não recebeu ajustes positivos nesta rodada.
Banco do Brasil sob olhar cauteloso
A Fitch reafirmou o rating BB/Estável do Banco do Brasil. A agência mantém um tom mais cauteloso ao avaliar o perfil de crédito da instituição.
Segundo os analistas, o Banco do Brasil segue mais exposto do que seus pares privados — especialmente ao agronegócio. O agronegócio é hoje o principal foco de estresse no balanço do Banco do Brasil, que carrega uma concentração relevante da carteira rural.
Essa exposição específica ajuda a explicar a postura mais reservada da agência.
Diferenciação no desempenho de crédito
Segundo a Fitch, os novos ratings refletem uma crescente diferenciação no desempenho de crédito à medida que o ciclo se normaliza.
A agência avalia que o Brasil ainda oferece sustentação ao sistema financeiro, com projeção de crescimento de 2,3% em 2025. No entanto, espera-se uma desaceleração para 1,9% em 2026, o que pode influenciar futuras avaliações.
Esse cenário macroeconômico serve de pano de fundo para as decisões tomadas.
O que os ratings revelam
As revisões mostram um setor bancário em que instituições com perfis distintos recebem tratamentos diferentes.
- Reconhecimento positivo: BTG Pactual, Itaú e Bradesco obtiveram reconhecimento positivo.
- Análise cuidadosa: O Banco do Brasil permanece sob análise mais cuidadosa.
A Fitch mantém a perspectiva neutra para o setor. Isso indica que não há um movimento generalizado de otimismo ou pessimismo.
No fim, as avaliações destacam onde estão os pontos fortes e as vulnerabilidades no atual ciclo.
