Economia

Uruguai: energia limpa favorece país na crise global, diz ministro


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Uruguai: energia limpa favorece país na crise global, diz ministro
Crédito: valor.globo.com

O Uruguai é hoje o país latino-americano mais preparado para enfrentar o cenário internacional de crise, de acordo com um levantamento do Citigroup citado pelo ministro da Indústria, Energia e Mineração, Omar Paganini. Em entrevista, Paganini destacou que a matriz energética limpa do país foi fundamental para minimizar os impactos da guerra na Ucrânia.

98% de energia renovável

Segundo o ministro, 98% da geração de energia elétrica do Uruguai no ano passado veio de fontes renováveis. Ele afirmou que há 30 anos esta crise teria significado para o Uruguai um golpe severo na sua matriz de preços energéticos. Hoje, a crise está afetando apenas o combustível, não a energia elétrica, disse Paganini.

América Latina perdeu janela de oportunidades

Na avaliação de Paganini, a América Latina desperdiçou a janela aberta pelo ciclo das commodities entre 2004 e 2014. Ele afirmou que a região não construiu instituições capazes de sustentar o crescimento além dos preços internacionais favoráveis. O ministro também apontou que o Mercosul ainda convive com barreiras não tarifárias e falhas na união aduaneira.

Brasil tem a chave para integração

Paganini afirmou que o Brasil é quem tem a chave para a formação de uma zona econômica mais robusta na América do Sul. Ele disse que talvez o mundo mais protecionista e menos multilateral dê à América Latina e ao Brasil a oportunidade de se posicionar de maneira diferente. O ministro classificou o acordo entre Mercosul e União Europeia como um dos avanços mais importantes da história do bloco.

Acordo Mercosul-UE é quase civilizatório

O acordo entre Mercosul e União Europeia entrou em vigor provisório em 1º de maio após quase 30 anos de negociações. Paganini afirmou que o acordo é quase civilizatório. Ele destacou que a Europa e a América do Sul têm uma visão que adere ao livre comércio, ao multilateralismo e ao respeito às regras do jogo. Na visão do ministro, a reconfiguração geopolítica global foi determinante para destravar o acordo. Paganini afirmou que a razão pela qual a Europa finalmente acelerou é porque seu vínculo com os Estados Unidos se fragilizou e porque ela se sente ameaçada pela Rússia.

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