Economia

Presidente Trump exige redução nos preços da gasolina e critica CEO


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Presidente Trump exige redução nos preços da gasolina e critica CEO
Crédito: valor.globo.com

Trump pede redução do preço da gasolina e repreende CEO da Chevron

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a usar sua rede social, a Truth Social, para pressionar o setor energético. Nesta segunda-feira, ele pediu que as petroleiras reduzam os preços da gasolina para os consumidores americanos. Além disso, a publicação trouxe uma repreensão direta a Mike Wirth, presidente-executivo da Chevron, acusado de não reconhecer os esforços do governo para ajudar o setor. Consequentemente, o movimento ocorre em meio a um contexto de volatilidade nos mercados e de crescente preocupação com o custo de vida. Assim sendo, a declaração repercutiu imediatamente no setor.

A demanda de Trump não é isolada: ela reflete uma estratégia de responsabilizar as empresas pelo fato de a queda dos preços globais do petróleo não ter chegado integralmente às bombas. Além disso, esse cenário ganhou força depois que o presidente cancelou, no fim de semana, um planejado “ataque em grande escala” contra o Irã, o que contribuiu para aliviar as tensões e influenciar a cotação do barril.

Queda internacional e frustração nos postos

Os preços globais do petróleo despencaram nos últimos dias. Sobretudo, esse recuo foi impulsionado, em parte, pela decisão de Trump de cancelar a operação militar contra o Irã. Contudo, os consumidores americanos ainda não sentiram alívio significativo. Isto é, os preços nas bombas dos postos de gasolina não necessariamente acompanham o movimento das cotações internacionais, o que significa que os motoristas continuam pagando valores elevados. No entanto, a fonte não detalhou as razões dessa defasagem, mas o tema alimentou a irritação presidencial.

Reprimenda a Mike Wirth e menção à Venezuela

A crítica mais contundente foi reservada a Mike Wirth. Trump afirmou que o CEO e a Chevron foram expulsos da Venezuela e que, sob sua administração, conseguiram retornar ao país. Para o presidente, Wirth deveria demonstrar gratidão pelos esforços do governo, mas não o fez. Dessa forma, a declaração, publicada na Truth Social, dizia: “Mike e a Chevron foram expulsos da Venezuela e agora estão de volta”. Contudo, a empresa não respondeu publicamente à reprimenda.

Essa acusação de ingratidão se soma ao pedido para que as petroleiras reduzam os preços dos combustíveis no varejo, conforme Trump explicitou na mesma rede social. Dessa forma, o tom adotado sugere que o presidente vê uma desconexão entre os benefícios que o setor recebeu e os preços praticados ao consumidor final.

Preocupações políticas com as eleições de meio de mandato

A alta dos preços da gasolina e as crescentes preocupações com o custo de vida representam um risco político concreto para o Partido Republicano de Trump. Consequentemente, com as eleições de meio de mandato marcadas para novembro, o controle do Congresso está em jogo. Isto é, o Partido Republicano corre o risco de perder a maioria na Câmara dos Deputados. Além disso, existe a possibilidade de que os republicanos também percam o controle do Senado, um cenário que complicaria a governabilidade e enfraqueceria a posição do presidente.

Diante dessas projeções, cada movimento que possa aliviar a pressão financeira sobre os eleitores se torna prioridade. Dessa forma, a investida de Trump contra as petroleiras é interpretada, nesse contexto, como uma tentativa de mostrar ação e sensibilidade aos problemas do cotidiano, protegendo o capital político do partido. Além disso, a pressão para baixar os preços visa justamente mitigar esses efeitos negativos sobre o bolso do eleitor. Portanto, esse movimento reflete a urgência do partido em manter o apoio popular.

O recado da Truth Social

A plataforma Truth Social voltou a ser o veículo escolhido por Trump para se comunicar diretamente com sua base e com o mercado. Sobretudo, ao afirmar que as petroleiras “devem reduzir os preços dos combustíveis para o consumidor no varejo”, o presidente deixou claro que considera inaceitável a manutenção das altas. Consequentemente, sua exigência ocorre em um momento em que os preços internacionais despencaram, ampliando a percepção de que as empresas estariam retendo ganhos em detrimento dos consumidores. Portanto, a defasagem entre os preços internacionais e os cobrados nas bombas continua sendo um ponto de tensão.

A insistência no tema indica que a economia doméstica permanece no topo das prioridades da Casa Branca. Dessa forma, para Trump, conter a inflação nos postos é uma medida com potencial de melhorar a imagem do governo e blindar seus aliados nas próximas eleições. A resposta do setor, no entanto, ainda é uma incógnita. Todavia, o governo espera que as empresas atendam ao apelo.

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