A Viridis inaugurou nesta quinta-feira (28) seu centro de pesquisa e processamento de terras raras em Poços de Caldas (MG). A empresa afirmou que trabalhará exclusivamente com compradores ocidentais, apesar do forte interesse chinês. A instalação produzirá o primeiro carbonato misto de terras raras da mina, contendo minerais como neodímio e térbio.
Corrida global por minerais críticos
A inauguração do centro ocorre em meio a uma corrida global por terras raras e minerais críticos. Governos na Europa e nos EUA tentam reduzir sua dependência da China para esses materiais, vitais para carros elétricos e sistemas de defesa.
Dependência chinesa e restrições
A China responde por 60% da produção global de minério de terras raras e por 90% ou mais da produção refinada. Em abril de 2025, Pequim introduziu restrições à exportação em resposta às tarifas americanas. Esse cenário impulsiona a busca por fontes alternativas.
Projeto Colossus e investimentos
Colossus é o primeiro projeto da Viridis no Brasil, que também opera na Austrália e no Canadá. Espera-se que o centro processe até 100 quilos de minério por hora. O projeto deverá custar entre US$ 360 milhões e US$ 370 milhões, podendo chegar a US$ 400 milhões caso os financiadores solicitem capital de giro adicional.
Próximos passos
A Viridis prepara o projeto para atingir a produção estável até o final de 2028. O financiamento do projeto deverá ser concluído no terceiro trimestre. A empresa não detalhou os compradores específicos nos EUA e Europa.
