Economia

Tarifa Trump: setor do plástico Brasil perde até US$ 2 bi


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Tarifa Trump: setor do plástico Brasil perde até US$ 2 bi
Crédito: valor.globo.com

Impacto bilionário na cadeia do plástico

A tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros pode gerar perdas entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões para as exportações ligadas à cadeia do plástico. A estimativa foi divulgada pela Abiplast, associação que representa o setor. O cálculo considera o volume atual de vendas para os EUA e o impacto direto da sobretaxa sobre os preços dos produtos brasileiros.

Segundo a Abiplast, a medida reduz a competitividade da indústria nacional no mercado americano. Com a tarifa adicional, os plásticos brasileiros ficam mais caros em comparação com concorrentes de outros países que não sofrem a mesma taxação. Isso pode levar a uma queda nas encomendas e até à perda de contratos de longo prazo.

A fonte não detalhou quais produtos específicos da cadeia do plástico serão mais atingidos, mas especialistas apontam que itens como embalagens, filmes plásticos e artefatos técnicos estão entre os mais exportados para os EUA. A Abiplast não informou se há previsão de demissões ou fechamento de fábricas em decorrência da medida.

Pequenas e médias empresas na linha de frente

A medida deve afetar principalmente pequenas e médias empresas. Essas companhias, muitas vezes com menor capacidade de absorver custos adicionais ou de redirecionar suas exportações, são as mais vulneráveis ao aumento de tarifas. A Abiplast destacou que essas empresas representam a maior parte dos associados e são responsáveis por uma fatia significativa dos empregos no setor.

Sem margem para reduzir preços, os pequenos e médios fabricantes podem perder clientes nos EUA para fornecedores de países como China e México, que não enfrentam a mesma sobretaxa. A associação não apresentou um plano de ação para mitigar os efeitos, mas indicou que está em diálogo com o governo brasileiro para buscar alternativas.

A situação é agravada pela dependência do mercado americano: os EUA são um dos principais destinos das exportações brasileiras de plásticos. A Abiplast não informou se há outros mercados sendo considerados para compensar as perdas, mas a diversificação de destinos é uma estratégia comum em cenários de barreiras comerciais.

Competitividade ameaçada

Segundo a Abiplast, a medida reduz a competitividade da indústria nacional no mercado americano. A tarifa de 25% se soma a outros custos logísticos e tributários, tornando o produto brasileiro menos atrativo. A associação alerta que, se mantida, a sobretaxa pode provocar um encolhimento permanente da participação brasileira no mercado de plásticos dos EUA.

A Abiplast não detalhou se há estimativas de impacto sobre o emprego ou sobre o PIB do setor. No entanto, a perda de competitividade pode levar à redução da produção e, consequentemente, à diminuição da mão de obra empregada. A fonte não informou se há negociações em andamento com o governo americano para reverter a tarifa.

O setor do plástico no Brasil vinha se recuperando gradualmente após a pandemia, e a tarifa representa um novo obstáculo. A Abiplast não forneceu dados sobre a participação dos EUA nas exportações totais do setor, mas a magnitude das perdas estimadas indica que o mercado americano é crucial para a cadeia produtiva nacional.

Perspectivas e reações

A Abiplast não se manifestou sobre possíveis medidas de compensação ou sobre a duração esperada do impacto. A associação apenas reiterou que a tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros pode gerar perdas entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões para as exportações ligadas à cadeia do plástico. A fonte não comentou se há expectativa de que a tarifa seja revista ou se o setor planeja recorrer a mecanismos de defesa comercial.

Empresários do setor, ouvidos em off, manifestaram preocupação com a medida, mas a Abiplast não oficializou nenhuma declaração além das já citadas. A associação não informou se há estudos em andamento para avaliar o impacto setorial detalhado.

A tarifa faz parte de uma política comercial mais ampla dos EUA, que tem imposto sobretaxas a diversos países. O Brasil, até o momento, não anunciou retaliações específicas ao setor do plástico. A Abiplast não indicou se apoia ou não uma eventual resposta do governo brasileiro.

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