Notícias

Sindicato argentino convoca greve geral contra reforma de Milei


3 mins de leitura

Greve Geral Contra Reforma Trabalhista

A principal central sindical da Argentina convocou uma greve geral para o dia em que a Câmara dos Deputados deve debater a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei.

A paralisação será a quarta mobilização nacional contra as políticas do governo desde sua posse, em dezembro de 2023. A convocação oficial será formalizada em coletiva de imprensa prevista para esta semana, segundo informações disponíveis.

Principais Pontos da Reforma

O projeto, já aprovado pelo Senado, enfrenta forte resistência de sindicatos. A proposta inclui:

  • Redução das indenizações por demissão.
  • Possibilidade de pagamento salarial em bens ou serviços.
  • Ampliação da jornada diária para até 12 horas.
  • Limitações ao direito de greve.

Sindicatos ligados à Confederação Geral do Trabalho (CGT) classificam o projeto como “regressivo” e “inconstitucional”.

Detalhes da Proposta em Debate

A reforma trabalhista em discussão altera significativamente a legislação atual. Além da ampliação da jornada, o texto propõe a redução das indenizações por demissão, um tema sensível para os trabalhadores.

Outra mudança controversa é a possibilidade de pagamento salarial em bens ou serviços, o que pode impactar a renda familiar. As limitações ao direito de greve também são um ponto de forte contestação pelos sindicatos.

Processo Legislativo

O governo busca evitar mudanças significativas no texto aprovado pelo Senado. Caso haja alterações, o projeto teria de retornar à Casa revisora.

A abertura oficial do ano legislativo está marcada para 1º de março, definindo o cronograma parlamentar. A fonte não detalhou a data exata do debate na Câmara.

Impacto e Apoio à Paralisação

A greve deve afetar principalmente a mobilidade. A União Geral de Associações de Trabalhadores do Transporte (UGATT) anunciou apoio integral à paralisação.

Essa adesão é crucial, pois pode paralisar serviços essenciais de transporte em todo o país. A paralisação ocorrerá no dia do debate na Câmara sobre o projeto, reforçando a oposição sindical às mudanças.

Última Atualização

A última atualização sobre o assunto foi em 16 de fevereiro de 2026 às 18h49, conforme dados disponíveis.

Contexto Político e Repercussões

Esta será a quarta greve geral desde a posse de Milei, indicando um cenário de conflito persistente. A resistência organizada mostra a capacidade de mobilização das centrais sindicais argentinas.

A mobilização reflete a tensão entre o governo e os trabalhadores, que veem a reforma como um retrocesso em direitos conquistados. Por outro lado, o Executivo defende a necessidade de modernizar as leis trabalhistas.

Elementos da Reforma que Geram Reação

  • Ampliação da jornada de trabalho.
  • Redução das indenizações por demissão.
  • Possíveis restrições ao direito à greve.

Esses elementos justificam a reação sindical organizada.

A situação permanece em aberto, com o debate parlamentar definindo os próximos passos. Os sindicatos afirmam que continuarão pressionando contra o que consideram medidas prejudiciais.

O desfecho dependerá da negociação política e da força das mobilizações sociais.

Fonte