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Rio Fashion Week 2026: do fim do clean à volta do excesso


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Rio Fashion Week 2026: do fim do clean à volta do excesso
Crédito: www.seudinheiro.com

A capital do Rio de Janeiro voltou ao mapa da moda com o Rio Fashion Week 2026 (RIOFW). O evento começou no dia 14 e termina no sábado (18).

Estrategicamente posicionado no primeiro semestre do calendário fashion, o evento contrasta com o tradicional São Paulo Fashion Week (SPFW), que ocupa o segundo semestre.

Com um público estimado em 30 mil pessoas, a semana de moda carioca deve movimentar cerca de R$ 100 milhões na economia local. Isso reafirma seu peso cultural e comercial.

Resiliência e continuidade do evento

Na madrugada deste sábado, um incêndio atingiu o Edifício Touring, um dos polos do Rio Fashion Week 2026. Apesar do ocorrido, a organização confirmou que a programação segue normalmente até o encerramento.

O último dia do evento concentra apresentações de marcas como:

  • Argalji
  • Dendezeiro
  • Lenny Niemeyer

Essa capacidade de manter a agenda intacta demonstra a resiliência do setor e sublinha a importância do evento para a cidade.

A transição estética em curso

Do clean girl ao natural

Os desfiles do Rio Fashion Week 2026 revelam uma nítida mudança de direção nas tendências apresentadas. Marcas como Aluf e Salinas apostaram em um visual mais natural, com acabamento que lembra o pós-praia.

Essa abordagem sinaliza um afastamento da estética minimalista e impecável conhecida como “clean girl”.

Reinterpretação urbana e autoral

A informalidade natural foi levada para um território mais urbano e autoral por marcas como Normando. Elas reinterpretam a informalidade com uma assinatura própria.

A moda brasileira parece buscar uma expressão mais orgânica e menos polida.

O bordado como protagonista absoluto

Celebração da fauna brasileira

Entre todas as tendências observadas, o bordado se destacou na Rio Fashion Week de forma incontestável. A Salinas trouxe peças inspiradas na fauna brasileira.

Pássaros foram formados por cristais, crochê e aplicações, celebrando a riqueza natural do país.

Reinvenção da alfaiataria

Já a Aluf reinterpretou padrões clássicos da alfaiataria com técnicas manuais. A marca incorporou pérolas e texturas que desafiam a sobriedade tradicional.

O trabalho manual ganhou um palco de destaque, valorizando o artesanato nacional.

O ápice do trabalho artesanal

Na Hisha, o compromisso com o bordado foi ainda mais intenso. Coleções inteiras foram trabalhadas com canutilhos, paetês e metais.

O processo criativo da marca envolveu 200 bordadeiras mineiras. Isso evidencia uma cadeia produtiva que valoriza a mão de obra especializada e regional.

Essa escala de produção manual é um testemunho do retorno do excesso e da textura como valores centrais. A moda se reconecta com narrativas de autenticidade e riqueza de detalhes.

O que o evento revela sobre a moda brasileira

O Rio Fashion Week 2026 funciona como um termômetro preciso dos ventos que sopram na moda nacional. A ênfase está em:

  • Texturas variadas
  • Acabamentos que imitam o natural
  • Bordado elaborado

Essas características indicam uma busca por identidade e calor humano na moda brasileira.

O posicionamento no primeiro semestre cria um novo fluxo de lançamentos e discussões estéticas no país. A semana carioca consolida uma narrativa de diversidade e artesania.

Essa direção se distancia dos padrões globais homogeneizantes, afirmando uma identidade própria.

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