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Renner tem lucro maior no 2T26, mas vendas frustram


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Renner tem lucro maior no 2T26, mas vendas frustram
Crédito: exame.com

A Lojas Renner (LREN3) encerrou o 2º trimestre de 2026 com lucro maior, mas o desempenho de vendas veio abaixo do esperado. Portanto, diante desse cenário, a companhia reduziu a projeção de crescimento da receita para 2026. Além disso, na comparação com o primeiro trimestre, os indicadores operacionais mostraram recuperação sazonal. Contudo, apesar da melhora na rentabilidade, a empresa preferiu revisar para baixo a estimativa anual.

Resultado do 2º trimestre

O resultado do segundo trimestre veio melhor na última linha, mas o desempenho comercial não acompanhou. Todavia, a Lojas Renner encerrou o período com lucro maior, conforme o balanço divulgado. As vendas, porém, ficaram abaixo do esperado, o que motivou a revisão para baixo da estimativa de receita anual.

Revisão da projeção de receita

A companhia não informou o percentual de redução da projeção. Além disso, a fonte não detalhou o novo patamar de crescimento previsto. Dessa forma, o mercado acompanha de perto os próximos passos da varejista para calibrar as expectativas. Consequentemente, a ausência de um número mais preciso sobre a revisão gera incerteza entre os investidores.

Melhora sazonal nos indicadores

Na comparação com o primeiro trimestre, os números operacionais apresentaram melhora. Por exemplo, os principais destaques foram:

  • EBITDA cresceu 38,3%.
  • Margem EBITDA avançou 1,7 ponto percentual.
  • Lucro líquido ajustado mais do que dobrou no período.

Por outro lado, esses indicadores contrastam com o desempenho de vendas, que ficou aquém do esperado. Ainda assim, a companhia manteve o controle de custos e conseguiu expandir a rentabilidade. A melhora sequencial, no entanto, não impediu a revisão da projeção de receita.

Geração de caixa livre em queda

A geração de caixa livre no 2º trimestre de 2026 ficou em R$ 135,1 milhões. Ou seja, o valor representa uma queda de 59,4% em relação ao mesmo período de 2025 e de 47,7% frente ao trimestre imediatamente anterior.

A redução decorreu principalmente do menor EBITDA e da maior necessidade de capital de giro. Além disso, a companhia explicou que o consumo de caixa foi maior, mas não detalhou os fatores específicos por trás da variação de capital de giro.

A desaceleração no fluxo de caixa ocorre em meio à revisão da projeção de receita. Dessa forma, o mercado avalia se a queda do caixa livre pode limitar os planos de expansão. No entanto, a empresa destacou que a estrutura financeira continua sólida para sustentar os investimentos.

Estrutura financeira permanece sólida

Apesar da queda no caixa livre, a estrutura financeira da Lojas Renner segue sólida. Além disso, a companhia encerrou junho com caixa líquido de R$ 1,16 bilhão, o que representa uma redução de R$ 363,8 milhões em relação ao fim de 2025. Ou seja, o caixa e as aplicações financeiras são superiores ao endividamento bruto, que é de R$ 757,8 milhões.

A companhia mantém posição de alavancagem financeira líquida negativa. Isso significa que o caixa é superior ao endividamento. Além disso, a queda no caixa líquido foi explicada principalmente pelo pagamento de juros sobre capital próprio e pela recompra de ações. Dessa forma, esses fatores não comprometem a solidez financeira da varejista.

Investimentos e expansão mantidos

Em meio às revisões, a Lojas Renner reafirmou os planos de investimento e expansão. Além disso, a companhia não detalhou os valores, cronogramas ou as regiões de expansão. No entanto, o mercado avalia se a redução da projeção de receita pode impactar o ritmo de abertura de lojas e melhorias operacionais.

A varejista segue com a estratégia de crescimento de longo prazo. A reafirmação dos planos ocorre em um momento de revisão das estimativas para o ano. Contudo, o mercado segue atento aos próximos balanços para avaliar a evolução das vendas e da geração de caixa.

A companhia não informou se a redução da projeção pode levar a cortes nos investimentos. Além disso, a fonte não detalhou eventuais mudanças na estratégia comercial.

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