A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) divulgou nesta quarta-feira seu balanço do primeiro trimestre de 2026. O prejuízo líquido foi de R$ 555 milhões, uma queda de 24,2% na comparação com o mesmo período de 2025. A melhora veio de ganhos tributários e redução de custos operacionais.
Ganhos tributários impulsionam resultado
A linha de imposto de renda e contribuição social contribuiu com ganhos de R$ 457,5 milhões no trimestre. Esse valor é quase o dobro dos R$ 231,1 milhões registrados um ano antes. O aumento expressivo ajudou a amenizar o prejuízo da companhia.
Além disso, a empresa se beneficiou de uma redução nos custos. O custo dos produtos vendidos totalizou R$ 8,08 bilhões no trimestre, uma queda de 3,5% em relação ao mesmo período de 2025. Essa diminuição reflete esforços de eficiência operacional e gestão de insumos.
Resultado financeiro e Ebitda mostram recuperação
O resultado financeiro da CSN melhorou 29,4% na comparação anual, ficando negativo em R$ 1,31 bilhão. Apesar de ainda negativo, a redução das despesas financeiras contribuiu para o desempenho geral.
Já o Ebitda ajustado atingiu R$ 2,64 bilhões, uma alta de 5,5% em um ano. Esse indicador mostra melhora na geração de caixa operacional. A empresa tem focado em otimizar sua estrutura de capital e reduzir custos fixos.
Dívida líquida e alavancagem permanecem elevadas
Apesar dos avanços operacionais, o endividamento da CSN ainda preocupa. Ao final de março, a dívida líquida era de R$ 40,5 bilhões, e o indicador de alavancagem alcançou 3,36 vezes. Esse nível indica que a empresa precisa continuar gerando caixa para reduzir seu passivo.
A companhia não detalhou estratégias específicas para redução da dívida no curto prazo. O mercado acompanha de perto os próximos passos da siderúrgica para equilibrar suas contas.
