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Mounjaro sobe de preço; Ozempic e Wegovy mantêm valores


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Mounjaro sobe de preço; Ozempic e Wegovy mantêm valores
Crédito: valor.globo.com

Mounjaro sobe de preço; Ozempic e Wegovy mantêm valores

A partir desta quarta-feira, o medicamento Mounjaro terá aumento no preço máximo permitido no Brasil. Em contraste, os valores de Ozempic e Wegovy serão mantidos.

O reajuste segue as regras da CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) para produtos com pouca concorrência. A farmacêutica Eli Lilly confirmou que aplicará o percentual máximo de 1,13%.

Como funciona o reajuste de preços de medicamentos

O ajuste refere-se aos limites de preços que podem ser praticados no país, conforme determinação regulatória. Fica a critério da fábrica ou da farmácia qual preço cobrar, desde que dentro do teto estabelecido.

O novo preço máximo a ser praticado pelas farmacêuticas ainda precisa ser formalizado junto à CMED para começar a valer. Esse ajuste precisa respeitar o percentual limite para este ano, seguindo parâmetros definidos.

Ordinariamente, o reajuste só sofrerá novas alterações em março do ano que vem. Esse calendário proporciona previsibilidade tanto para a indústria quanto para os consumidores.

Três faixas definem os aumentos

Categorias por nível de concorrência

Há três faixas de aumento, definidas conforme a concorrência de cada tipo de medicamento no mercado. Essa divisão busca equilibrar a regulação com as condições de oferta.

As três canetas emagrecedoras (Mounjaro, Ozempic e Wegovy) estão na categoria nível 3, para medicamentos de pouca ou nenhuma concorrência. O aumento para medicamentos nível 3 é de até 1,13%.

Esse percentual representa o limite máximo permitido para ajustes neste ano. Por outro lado, produtos com mais competição podem ter faixas diferentes.

Fatores que influenciam os valores

Os preços variam conforme a dosagem do princípio ativo em cada produto. Além disso, todos os valores não consideram incidência de impostos, o que pode impactar o custo final.

Como funcionam os preços máximos na cadeia

Há três preços máximos praticados:

  • Preço de fábrica: serve como base para os demais cálculos na rede
  • Preço máximo ao governo: atende a compras públicas
  • Preço a ser praticado pelas farmácias: é o valor que o consumidor paga no balcão

Essa separação garante que diferentes atores tenham limites claros para suas transações.

Valores atuais dos medicamentos

O preço atual, sem reajuste, varia entre R$ 794,47 e R$ 1.987,84. Essa faixa ampla reflete as diferentes dosagens disponíveis no mercado.

Por outro lado, outra faixa de preço atual, também sem reajuste, varia entre R$ 794,47 e R$ 1.031,78. A fonte não detalhou a razão para as duas faixas de valores.

Todos os preços variam de acordo com a dosagem do princípio ativo. Além disso, não consideram incidência de impostos, o que pode elevar o custo final para o paciente.

Fabricante confirma ajuste nos preços

A farmacêutica Eli Lilly confirmou que seguirá o reajuste permitido pela CMED para os medicamentos nível 3, de 1,13%, no preço de fábrica.

O teto do preço de fábrica de Mounjaro é de:

  • Antes do reajuste: entre R$ 423,66 e R$ 3.680,86
  • Novo preço máximo permitido: entre R$ 428,44 e R$ 3.722,45 (segundo cálculos do Valor)

Essa ampla variação corresponde às diferentes concentrações do medicamento. O aumento segue o percentual estabelecido para a categoria.

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