Notícias

GPS do mosquito: como o inseto caça humanos


2 mins de leitura
GPS do mosquito: como o inseto caça humanos
Crédito: exame.com

Cientistas decifram o ‘GPS’ do mosquito

Pesquisadores do MIT e de outras instituições revelaram como os mosquitos utilizam um sistema multissensorial para localizar e atacar humanos. O estudo, que observou o comportamento de voo dos insetos, identificou que eles combinam informações visuais, dióxido de carbono e odor para decidir quando se aproximar e atacar. De acordo com os cientistas, o comportamento de voo muda de acordo com os estímulos disponíveis no ambiente.

Três padrões de voo identificados

Os pesquisadores observaram três padrões principais:

  • Apenas estímulo visual (objeto escuro): os mosquitos fazem aproximações rápidas, mas se afastam ao não encontrar outros sinais.
  • Apenas dióxido de carbono (CO₂): os insetos reduzem a velocidade e passam a voar de forma errática para permanecer próximos à fonte.
  • Estímulos combinados: os mosquitos entram em um padrão de “órbita”, circulando o alvo de forma constante antes do pouso.

Combinação de sinais aumenta ataques

De acordo com o estudo, esse último comportamento aumenta significativamente a chance de ataque. A descoberta sugere que os mosquitos não dependem de um único sinal, mas sim de uma integração de múltiplas pistas para garantir a precisão na caça. Essa estratégia evolutiva torna os insetos mais eficientes na localização de presas.

Armadilhas mais eficazes no horizonte

Segundo o pesquisador do MIT Jörn Dunkel, armadilhas mais eficazes devem usar estímulos multissensoriais calibrados para manter os mosquitos próximos por mais tempo. Atualmente, muitas armadilhas utilizam apenas CO₂ ou odores isolados, o que pode não ser suficiente para enganar os insetos. A abordagem combinada pode representar um avanço no controle de doenças transmitidas por mosquitos.

Modelo pode ser aplicado a outras espécies

Os cientistas acreditam que o modelo pode ser aplicado a outras espécies, como o mosquito Anopheles, transmissor da malária. Isso amplia o potencial da pesquisa para o combate a diversas doenças. A fonte não detalhou prazos para o desenvolvimento de novas armadilhas baseadas no estudo.

Fonte