A Kopenhagen, fundada em 1928 e referência em chocolates finos com produtos como Nhá Benta, Língua de Gato e Lajotinha, anunciou um investimento de R$ 42 milhões em retrofit de lojas. A estratégia, liderada pelo CEO Fernando Vichi, busca impulsionar as vendas por meio da modernização das unidades existentes, sem abandonar a expansão física.
Investimento de R$ 42 milhões em retrofit
O valor de R$ 42 milhões será aplicado na reforma de lojas da Kopenhagen, que integra o Grupo CRM, controlador também da Chocolates Brasil Cacau. Segundo Vichi, a modernização de uma loja representa cerca de 25% do valor necessário para construir um novo ponto, gerando uma economia de 75%. Além disso, a reforma completa leva aproximadamente cinco dias, contra cerca de 50 dias de uma reconstrução tradicional. Dessa forma, o ganho de tempo e redução de custos são fatores centrais para a decisão de investir em retrofit.
Aumento de vendas com lojas modernizadas
As unidades que passam pelo retrofit apresentam potencial médio de aumento de vendas de 15%. Em casos associados à mudança de ponto ou ampliação do salão de vendas, esse potencial pode chegar a 34%. O crescimento de 15% vem principalmente do aumento de fluxo nas lojas. Para Vichi, a modernização não substitui a expansão física, mas a complementa, combinando maior produtividade das lojas existentes com a abertura de novas unidades.
Novo conceito: pick and mix e cafeterias
As lojas reformadas contam com nova disposição de prateleiras, iluminação aprimorada e áreas dedicadas à personalização de produtos. Um dos principais elementos é o ‘Mil Delícias’, uma gôndola no formato pick and mix em que o cliente escolhe seu mix de chocolates e paga por peso. O conceito também inclui cafeterias com cardápio atualizado, onde é possível consumir cafés e sobremesas no local. Esses recursos buscam oferecer uma experiência mais imersiva ao consumidor.
Integração digital e experiência do cliente
O novo conceito inclui recursos como pagamentos móveis direto com vendedores e integração com o aplicativo de fidelidade. Segundo Vichi, o ambiente físico permite experiências como a personalização de chocolates, a montagem de presentes e o consumo de cafés e sobremesas no local. A combinação de tecnologia e atendimento presencial visa fortalecer o vínculo com o cliente e incentivar visitas mais frequentes.
Cronograma de reformas até 2028
Até o fim de 2025, 52% da rede já operava no novo conceito. No primeiro trimestre de 2026, outros 31 projetos foram concluídos. A meta é reformar até 150 lojas ao longo do ano, chegando a aproximadamente 70% da rede modernizada. A conclusão total está prevista para o primeiro semestre de 2028. Com esse cronograma, a Kopenhagen busca equilibrar a renovação das lojas com a abertura de novos pontos de venda.
Com o retrofit, a Kopenhagen busca combinar o aumento da produtividade das lojas existentes com a expansão da rede. A estratégia, segundo Vichi, é manter a relevância da marca em um mercado competitivo, oferecendo uma experiência de compra moderna e eficiente.
Fonte
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