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Ibovespa retoma 171 mil pontos com ata do Copom; dólar a R$ 5,18


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Ibovespa retoma 171 mil pontos com ata do Copom; dólar a R$ 5,18
Crédito: exame.com

O Ibovespa fechou esta terça-feira em alta de 0,65%, aos 171.483 pontos, revertendo a abertura negativa e superando o mau humor do exterior. O dólar, por sua vez, fechou em alta de 0,88% a R$ 5,18. O principal índice da bolsa brasileira chegou a operar no campo negativo pela manhã, mas se recuperou ao longo do dia.

Ata do Copom dita o tom

A ata do Copom trouxe uma mensagem mais dura sobre a condução da política monetária. O comitê afirmou: ‘Em um ambiente de expectativas desancoradas, como é o caso do atual, exige-se uma restrição monetária maior e por mais tempo do que outrora seria apropriado’. O Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, e evitou sinalizar os próximos passos do ciclo de afrouxamento monetário.

A leitura inicial da ata pressionou os ativos domésticos. No entanto, ao longo do pregão, investidores passaram a interpretar que a comunicação da autoridade monetária trouxe maior previsibilidade para a trajetória da política monetária. Daniel Teles, especialista e sócio da Valor Investimentos, afirmou que o mercado encontrou um aspecto positivo no documento pela maior clareza em relação à postura do Banco Central. Segundo Teles, a previsibilidade tende a ser bem recebida pelos agentes financeiros.

Teles disse: ‘Mercados costumam reagir melhor quando conseguem antecipar os possíveis movimentos da política monetária’. E completou: ‘Essa previsibilidade favorece o planejamento dos investidores institucionais e pode contribuir para uma retomada gradual do fluxo de capital para a bolsa brasileira’.

Exterior negativo não contamina

O exterior operou majoritariamente negativo. O Nasdaq recuou 2,22%, o S&P 500 caiu 1,44% e o Dow Jones fechou com baixa de 0,09%. Apesar disso, o Ibovespa conseguiu se descolar e fechar no azul, sustentado pelo otimismo com a ata do Copom e pela leitura de que o Banco Central está comprometido com o controle da inflação.

Destaques do pregão

Das ações que compõem o índice brasileiro, 41 fecharam em alta, 17 recuaram e 20 terminaram estáveis. A Marfrig (MRFG3) liderou os ganhos, com valorização de 9,88%. Vivara (VIVA3) avançou 4,64% e Azzas (AZZA3) teve alta de 3,61%. O movimento de alta foi concentrado em setores como consumo e proteínas, refletindo a expectativa de juros menores no futuro.

Perspectivas

A ata do Copom, embora dura, trouxe um elemento de previsibilidade que foi bem recebido pelo mercado. A expectativa é que, com a sinalização de uma política monetária restritiva por mais tempo, a inflação seja controlada e, no futuro, haja espaço para novos cortes de juros. Isso tende a beneficiar a bolsa brasileira, que já mostra resiliência mesmo diante de um cenário externo adverso.

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