Economia

IA no recrutamento gera injustiça: pesquisa revela desconfiança


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Pesquisa revela desconfiança generalizada em relação à IA no recrutamento

Uma pesquisa conduzida pela Heach Recursos Humanos entre 1º e 20 de abril de 2026, com 1.823 candidatos ativos no mercado de trabalho em todo o Brasil, revela que 71,4% dos profissionais acreditam que podem ser eliminados de forma injusta por algoritmos em processos seletivos. Apenas 23,9% confiam nas decisões automatizadas, indicando um cenário de desconfiança generalizada.

Profissionais experientes são os mais céticos

A pesquisa identificou que a experiência profissional influencia a percepção sobre a IA. Entre profissionais com mais de 10 anos de carreira, o índice de desconfiança chega a 91,2%. Já entre candidatos com até 2 anos de experiência, o índice é de 79,5%.

Elcio Paulo Teixeira, CEO da Heach Recursos Humanos, afirma que profissionais mais experientes tendem a valorizar mais o contato humano, a validação relacional e a percepção de reconhecimento profissional. Essa valorização do fator humano pode explicar a maior desconfiança entre os veteranos.

Falta de transparência compromete a credibilidade

Os candidatos relatam dificuldade em entender os critérios de avaliação, o que compromete a credibilidade do processo. A pesquisa não detalha quais critérios são mais questionados, mas a opacidade dos algoritmos é apontada como um dos principais fatores para a sensação de injustiça. A ausência de explicações claras sobre como as decisões são tomadas alimenta a desconfiança.

Para Elcio Paulo Teixeira, a validação relacional e o reconhecimento profissional são elementos que a IA ainda não consegue replicar. A pesquisa sugere que, enquanto a tecnologia não avançar em transparência e personalização, a percepção de injustiça deve persistir.

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