Assembleia decide suspender paralisação
O sindicato dos metroviários de São Paulo decidiu nesta terça-feira, 12, não realizar a greve programada para a quarta-feira, 13. Durante a assembleia, a proposta de paralisação foi revista e, após votação, a maioria optou por aceitar a proposta apresentada pelo Metrô em reunião no Tribunal do Trabalho. A decisão evita a paralisação do sistema metroviário, que atende milhões de passageiros diariamente na capital paulista.
Embora a greve tenha sido evitada, o sindicato segue pressionando por melhorias nas condições de trabalho. As principais demandas incluem concurso público, negociação de planos de saúde e igualdade salarial para funções semelhantes. A categoria também questiona os planos do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) de conceder as linhas administradas pelo Metrô.
Concurso público segue como principal demanda
A principal reivindicação da categoria é a realização de um concurso público para repor o quadro de funcionários. Segundo a entidade, o Metrô está há mais de 10 anos sem concurso e teve o quadro de servidores reduzido pela metade. O sindicato aponta que o governador decidiu não realizar concurso e que a direção do Metrô buscava na terceirização a forma de ocupar os postos de trabalho.
Atualmente, a estatal que administra as linhas 1, 2 e 3 tem 5,6 mil funcionários. A redução no efetivo, segundo o sindicato, impacta diretamente a qualidade dos serviços prestados à população. Além do concurso, os trabalhadores exigem abertura de negociação sobre igualdade salarial e ajustes na participação nos resultados da companhia.
Categoria alerta para intransigência do governo
“A greve pode ser evitada se o governo estadual e a direção do Metrô deixarem a intransigência de lado e negociarem com a categoria”, escreveu o sindicato em nota. A declaração reforça o tom de alerta dos metroviários, que continuam mobilizados. Nos últimos meses, a categoria também questiona os planos do governador de conceder as linhas administradas pelo Metrô.
Apesar do cancelamento da greve, a tensão entre sindicato e governo permanece. O sindicato afirma que seguirá pressionando por avanços nas negociações, especialmente em relação ao concurso público e às condições de trabalho. A fonte não detalhou os próximos passos da categoria, mas indicou que novas assembleias podem ser convocadas caso não haja progresso.
Fonte
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