DJI contesta proibição com revisão independente
A DJI afirmou a parlamentares dos EUA que uma revisão independente concluiu que seus drones não representam riscos de segurança. A empresa pediu que Washington suspenda a proibição sobre seus produtos mais recentes.
Em fevereiro, a DJI entrou com uma ação judicial contestando a decisão da FCC de dezembro, que barrou a importação de novos modelos e componentes-chave. Na carta enviada aos parlamentares, a DJI disse ter contratado uma empresa de cibersegurança sediada nos EUA, que não encontrou evidência de transmissão de dados para fora do país.
A empresa vende mais da metade de todos os drones comerciais dos EUA, o que torna a proibição um ponto crítico para o mercado.
Riscos à segurança nacional são argumento central
Muitos parlamentares americanos argumentam que drones chineses representam riscos à segurança nacional. Esse temor levou a FCC a decidir, em dezembro, que a DJI, a Autel Robotics e outras empresas chinesas não podem obter aprovação para vender novos modelos ou componentes-chave nos EUA. Produtos já existentes ainda podem ser comercializados.
A medida marcou uma nova escalada nos esforços de Washington para restringir drones fabricados na China. Curiosamente, alguns drones não chineses receberam aprovação após a ordem de dezembro, o que levanta questionamentos sobre a seletividade da medida.
DJI defende segurança de seus produtos
A carta da DJI afirmou que empresas americanas, forças de segurança, agricultores e entusiastas estão sendo solicitados a abrir mão de um produto que demonstrou ser seguro. A empresa reforça que a revisão independente não encontrou qualquer evidência de transmissão de dados para fora dos EUA, contrariando as alegações de risco.
Em setembro, um juiz rejeitou o pedido da DJI para ser removida de uma lista do Departamento de Defesa dos EUA de empresas supostamente ligadas às Forças Armadas chinesas. Esse episódio mostra o ambiente regulatório desafiador que a empresa enfrenta nos Estados Unidos.
FCC busca impulsionar indústria de drones americana
A FCC trabalha para impulsionar o setor de fabricação de drones nos EUA e possivelmente destinar mais espectro para operadores de drones. Essas ações indicam que o governo americano busca alternativas para reduzir a dependência de fornecedores chineses, ao mesmo tempo que fortalece a indústria local.
A proibição de novos modelos chineses, no entanto, gera incertezas para o mercado, que depende fortemente dos produtos da DJI. A empresa segue contestando a decisão na Justiça e buscando diálogo com as autoridades americanas.
