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Darline Graham vence primária e garante indicação ao Senado


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Darline Graham vence primária e garante indicação ao Senado
Crédito: valor.globo.com

Em uma disputa que testou a influência do ex-presidente Donald Trump sobre o eleitorado republicano, Darline Graham, irmã do falecido senador Lindsey Graham, venceu na terça-feira o segundo turno das primárias republicanas para o Senado dos Estados Unidos na Carolina do Sul. A vitória a coloca como candidata do partido para a eleição geral de novembro, onde enfrentará a democrata Annie Andrews.

Nomeação após tragédia

Graham foi nomeada para ocupar a cadeira no Senado até o início de janeiro após a morte do irmão, ocorrida em 11 de julho. A vaga estava vaga desde então, e a primária definiu quem seria o candidato republicano para disputar o mandato completo de seis anos. Ela derrotou o deputado Ralph Norman, que há quase dez anos integra a Câmara dos EUA.

Norman, de 73 anos, é um dos principais integrantes do conservador House Freedom Caucus. No entanto, ele apoiou a mais moderada Nikki Haley, ex-governadora da Carolina do Sul, em sua malsucedida candidatura presidencial de 2024. Essa posição pode ter influenciado o resultado, já que Graham contou com o endosso explícito de Trump.

Apoio decisivo de Trump

Trump declarou apoio à candidatura de Graham e reforçou o endosso com grandes contribuições de campanha de seu super PAC MAGA INC. Segundo documento apresentado na segunda-feira à Comissão Eleitoral Federal, o MAGA INC. gastou US$ 827.711 em apoio a Graham. Esse investimento demonstra a importância que Trump atribui à eleição na Carolina do Sul.

Durante um comício em apoio a Graham na sexta-feira, em Myrtle Beach, na Carolina do Sul, Trump declarou: “Eu estou na cédula”. A frase, embora enigmática, reforça seu envolvimento pessoal na disputa. A primária foi um de uma série de testes da influência de Trump sobre os eleitores nas eleições de meio de mandato deste ano.

Recuperação após deslize

Graham aproveitou o comício de sexta-feira para tentar se recuperar do que foi retratado como um deslize em um debate anterior, quando afirmou não ter conhecimento sobre questões de segurança nacional. No comício, ela respondeu diretamente: “Culpada”. A declaração, embora curta, foi uma admissão que ela tentou transformar em oportunidade para redirecionar o foco de sua campanha.

Graham focou seu discurso em temas como imigração e aborto, caros ao eleitorado conservador. Esses temas são caros ao eleitorado conservador da Carolina do Sul, que apoiou Trump por ampla margem nas três vezes em que ele concorreu à Presidência.

Perfil da candidata

Graham, de 62 anos, nunca havia ocupado um cargo público antes de ser nomeada para o Senado. Anteriormente, ela havia exercido funções ligadas à defesa dos direitos de pessoas com deficiência física. Essa experiência, embora não política, pode ter contribuído para sua nomeação inicial e agora para sua vitória nas primárias.

Apesar da falta de experiência eleitoral, Graham é considerada amplamente favorita no Estado, de perfil fortemente conservador. A eleição geral em novembro será contra a candidata democrata Annie Andrews, pediatra, que terá a difícil tarefa de reverter a tendência republicana na região.

Contexto nacional

Trump tenta usar o peso da Presidência para impedir que os democratas tomem dos republicanos o controle da Câmara dos Deputados e do Senado. No entanto, o histórico de apoio de Trump a candidatos neste ciclo eleitoral tem sido irregular. Pesquisas mostram que Trump continua pressionado pela alta dos preços ao consumidor e pela impopular guerra contra o Irã.

Esses fatores podem influenciar o resultado das eleições de meio de mandato, e a disputa na Carolina do Sul é um termômetro importante. A vitória de Graham, com o apoio explícito de Trump, pode ser vista como um sinal de que sua influência ainda é forte entre os republicanos, pelo menos em estados conservadores.

Agora, Graham terá que consolidar sua posição e se preparar para o debate contra Andrews, que promete ser acirrado. A eleição de novembro definirá quem ocupará a cadeira no Senado pelos próximos seis anos, e a Carolina do Sul observa atentamente os desdobramentos dessa disputa.

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