Categoria: Investimento

Ataques militares coordenados de Estados Unidos e Israel contra alvos estratégicos no Irã, incluindo instalações nucleares, desencadearam uma resposta imediata de Teerã e colocaram o Estreito de Ormuz, via crucial para o petróleo global, no centro das tensões. O conflito em curso, que pode se estender por semanas, já provoca volatilidade nos mercados, com alta do petróleo, fortalecimento do dólar e valorização do ouro, enquanto investidores monitoram os riscos de uma interrupção prolongada no tráfego marítimo.

A agência de classificação S&P Global Ratings elevou a gravidade da situação no Oriente Médio para ‘severa’ após o ataque dos EUA e Israel ao Irã. O conflito, visto como quase existencial pelo Irã, já causa interrupções no transporte marítimo e disparada nos preços do petróleo, com impactos que vão muito além da inflação.

As ações de petroleiras, como Prio e Petrobras, lideram as altas na bolsa brasileira nesta quarta-feira (2), impulsionadas pela escalada do conflito no Oriente Médio. A decisão de investir, no entanto, envolve riscos como a volatilidade geopolítica e estratégias financeiras das empresas. Especialistas apontam que a resposta não é simples, exigindo análise cuidadosa.

Um gestor de patrimônio que administra mais de US$ 200 bilhões alerta para possíveis gatilhos de saída do capital estrangeiro da bolsa brasileira. Luis Ferreira, do EFG Private Wealth Management, aponta a temporada de resultados do primeiro trimestre de 2026 e as eleições de outubro como momentos-chave, mas com uma lógica diferente da esperada.

A conta dos cinco maiores bancos para a recapitalização do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) pode se aproximar de R$ 30 bilhões, após a liquidação do Banco Master. Enquanto analistas calculam os valores, instituições como Bradesco e Santander já projetam seus desembolsos, que devem ter impacto marginal nos resultados.

O Governo Federal divulgou o calendário de pagamentos do Bolsa Família para março de 2026. Os repasses seguem um cronograma escalonado conforme o dígito final do Número de Identificação Social (NIS), com início na última semana do mês.

O Brasil se vê em um cenário complexo, negociando tarifas com os Estados Unidos enquanto mantém relações com o Irã, membro do Brics. A posição do país é analisada à luz das tensões militares e das parcerias comerciais.

Ali Khamenei, líder supremo do Irã há 35 anos, foi alvo de ataques dos Estados Unidos e Israel. Teerã nega informações sobre sua morte e afirma que todas as autoridades estão vivas. O aiatolá de 86 anos concentra poder político, militar e religioso no país.

Novas ofensivas entre Irã, Israel e Estados Unidos elevam tensões no Oriente Médio, colocando países produtores de petróleo em alerta. A escalada deve pesar sobre o humor dos mercados, com expectativa de volatilidade intensa na reabertura. Especialistas analisam os riscos para os preços do barril e os reflexos para empresas como a Petrobras.

O mês de fevereiro foi marcado pela continuidade do rali do Ibovespa, que superou os 191 mil pontos pela primeira vez na história, embora tenha fechado com leve queda no último dia. Em contraste, os títulos do Tesouro Direto, especialmente os atrelados à inflação, apresentaram forte recuperação, com o IPCA+ 2040 liderando as valorizações. Enquanto isso, o Bitcoin enfrentou uma queda significativa, derretendo quase 20% no período.