O Grupo Cataratas acelera um ciclo de investimentos no Parque Nacional do Iguaçu. A empresa, em parceria com a Urbia, planeja aplicar R$ 600 milhões até 2030 na revitalização do parque. Após a conclusão das obras, a expectativa é que o local possa receber até 4 milhões de visitantes por ano.
Novas atrações e infraestrutura
O investimento inclui a criação de circuitos de aventura, trilhas elevadas, áreas de observação e atividades imersivas. O parque também ganha ciclovias que conectam trilhas e experiências. Além disso, o projeto contempla a ampliação do restaurante Porto Canoas, a modernização dos elevadores e passarelas, e a expansão da trilha principal das Cataratas.
As intervenções serão realizadas de forma faseada para garantir a continuidade da visitação. O Espaço Usina foi revitalizado e ganhou novo uso como café e área de convivência. O grupo também investiu cerca de R$ 40 milhões para ampliar o Marco das Três Fronteiras.
Estratégia de requalificação do destino
O projeto integra uma estratégia de requalificação do destino que combina preservação ambiental, novas atrações e aumento do tempo de permanência dos turistas. A ideia é oferecer mais opções de lazer e entretenimento, incentivando os visitantes a explorar o parque por mais tempo.
No final de 2025, o grupo inaugurou o Aquário Foz do Iguaçu. O espaço reúne espécies de água doce da bacia do Rio Paraná, animais do Pantanal e de ambientes marinhos. A iniciativa reforça o compromisso com a educação ambiental e a conservação da biodiversidade.
Expansão para outros estados
O Grupo Cataratas também vem expandindo projetos no Rio de Janeiro. A companhia tem apostado na ampliação de experiências dentro do AquaRio com atrações como espaços instagramáveis, museu de cera e a Globo Experience. Outro projeto em desenvolvimento é o futuro museu do Cristo Redentor.
O executivo afirmou que o grupo segue avaliando novos projetos turísticos na capital fluminense. O momento é de expansão com foco na consolidação dos projetos já em execução.
Desafios do setor de turismo
O setor de turismo enfrenta desafios como escassez de mão de obra qualificada, questões regulatórias e necessidade de adaptação a mudanças legislativas. Outro ponto de atenção é o debate sobre mudanças na jornada de trabalho, incluindo a possível revisão do modelo de escala 6×1.
Apesar dos obstáculos, o CEO avalia que o setor segue em trajetória de crescimento e resiliência. O investimento no Parque Nacional do Iguaçu é um exemplo dessa confiança no potencial turístico brasileiro.
Fonte
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