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EUA atacam Irã pela 3ª noite; míssil iraniano atinge navio e mata tripulante


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EUA atacam Irã pela 3ª noite; míssil iraniano atinge navio e mata tripulante
Crédito: valor.globo.com

EUA intensificam ofensiva contra o Irã

Os Estados Unidos lançaram sua terceira noite consecutiva de ataques ao Irã, conforme informou o Comando Central dos Estados Unidos. A nova rodada de bombardeios começou às 16h45, horário do leste americano, e teve como alvo forças iranianas no Estreito de Ormuz. O objetivo declarado foi continuar impondo um alto custo às forças iranianas e degradar sua capacidade de atacar civis inocentes e navios comerciais na região.

Os ataques ocorrem após os anúncios do presidente americano, Donald Trump, sobre uma onda de ataques de vários dias e um novo bloqueio ao comércio iraniano no Estreito de Ormuz. Trump decidiu na semana passada que o cessar-fogo com o Irã havia terminado, citando os repetidos ataques do regime a navios comerciais que transitavam pelo estreito. A decisão marca uma escalada significativa no conflito entre os dois países.

Em meio à ofensiva, um míssil iraniano atingiu um navio comercial, resultando na morte de um tripulante. A fonte não detalhou a nacionalidade da vítima ou o nome da embarcação, mas o incidente reforça os riscos para a navegação na região. O Estreito de Ormuz é uma rota vital para o transporte de petróleo e gás, e qualquer interrupção pode ter impactos globais.

Trump cita ataques a navios como motivo

O presidente Donald Trump justificou o fim do cessar-fogo mencionando os repetidos ataques do Irã a navios comerciais. Em declarações a repórteres na Casa Branca, Trump afirmou que um acordo com o Irã ainda era possível, mas enfatizou que os Estados Unidos acabariam controlando todo o estreito. “Quero ser reembolsado porque estamos protegendo uma parte muito rica do mundo”, disse Trump. “Estamos gastando dinheiro e, portanto, seremos reembolsados pela proteção.”

As declarações de Trump indicam uma postura ambígua: ao mesmo tempo em que intensifica os ataques, ele sinaliza abertura para negociações. A fonte não detalhou as condições para um possível acordo, mas a exigência de reembolso sugere que os EUA buscam compensação financeira pelos custos militares na região.

O bloqueio ao comércio iraniano no Estreito de Ormuz, anunciado por Trump, é uma medida que pode agravar ainda mais as tensões. O Irã, por sua vez, já demonstrou capacidade de retaliar, como evidenciado pelo ataque ao navio comercial.

Casa Branca notifica Congresso sobre hostilidades

Na segunda-feira, a Casa Branca enviou uma carta datada de 10 de julho ao Congresso, informando que havia retomado as hostilidades com o Irã em 7 de julho. A carta, endereçada ao senador Chuck Grassley (republicano de Iowa), presidente pro tempore do Senado, também afirmava que reiniciou um prazo de 60 dias em que os Estados Unidos podem entrar em guerra com o Irã sem a aprovação dos legisladores.

Trump escreveu na carta: “Agi de acordo com minha autoridade constitucional como Comandante-em-Chefe e como Chefe do Executivo para conduzir as relações exteriores dos Estados Unidos.” A notificação é um procedimento padrão sob a Lei dos Poderes de Guerra, que exige que o presidente consulte o Congresso antes de enviar forças armadas para conflitos. No entanto, Trump argumenta que a ação está dentro de suas prerrogativas constitucionais.

A carta não detalha o escopo total das operações militares, mas a referência a um prazo de 60 dias sugere que a administração Trump está preparada para uma campanha prolongada. O Congresso, dividido entre republicanos e democratas, pode reagir de formas distintas: alguns legisladores podem apoiar a ação, enquanto outros podem questionar a legalidade de uma guerra não autorizada.

O senador Chuck Grassley, destinatário da carta, é um aliado de Trump, mas mesmo entre republicanos há preocupações sobre o custo e as consequências de um conflito prolongado no Oriente Médio. A fonte não informou se houve resposta imediata do Congresso.

Impactos regionais e perspectivas

Os ataques consecutivos dos EUA e a resposta iraniana com mísseis contra navios comerciais elevam o risco de uma escalada descontrolada no Estreito de Ormuz. A região é crucial para o fornecimento global de energia, e qualquer interrupção pode afetar os preços do petróleo e a estabilidade econômica mundial. Até o momento, não há informações sobre baixas civis além do tripulante morto no ataque iraniano.

Trump, ao afirmar que os EUA controlarão todo o estreito, sinaliza uma intenção de dominar a rota marítima, o que pode gerar atritos não apenas com o Irã, mas também com outros países que dependem da livre navegação. A exigência de reembolso pela proteção também pode ser vista como uma tentativa de transferir os custos militares para aliados ou para a comunidade internacional.

Enquanto isso, o Irã continua a demonstrar capacidade de atingir alvos na região, e a possibilidade de um acordo, mencionada por Trump, parece cada vez mais distante. A fonte não forneceu detalhes sobre conversas diplomáticas em andamento, mas a situação permanece volátil.

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