A empresa espanhola Aena venceu o leilão de concessão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão, nesta segunda-feira, 30, na B3. O lance vencedor foi de R$ 2,9 bilhões, consolidando a operação do terminal sob nova gestão até 2039.
O certame, classificado pelo governo como estratégico, ocorreu após processo de repactuação contratual conduzido pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Detalhes do leilão e valor do lance
O leilão foi definido em etapa de viva-voz, após empate na rodada inicial entre a Aena e a suíça Zurich. Ambas as empresas apresentaram proposta de R$ 1,5 bilhões, valor que superou o mínimo estabelecido no edital, de R$ 932 milhões.
Na disputa final, a Aena garantiu a concessão com oferta de R$ 2,9 bilhões. Isso resultou em um ágio de 210,88% em relação ao piso.
Condições do contrato
Além disso, a empresa não terá obrigação de realizar investimentos adicionais no ativo, conforme as condições do edital.
Também participou do processo a RioGaleão, atual operadora do aeroporto, formada pela asiática Changi e pela Vinci Airports. A competição acirrada reflete o interesse pelo principal terminal aéreo do Rio de Janeiro.
Com isso, a Aena amplia significativamente sua atuação no país.
Expansão da Aena no Brasil
Com a vitória no leilão do Galeão, a Aena passa a administrar 18 aeroportos no Brasil. A conquista consolida a empresa como a maior concessionária aeroportuária em operação no território nacional.
Essa expansão marca um passo importante na presença da companhia espanhola no mercado brasileiro de aviação.
Importância estratégica
A entrada no Galeão representa não apenas um aumento quantitativo, mas também um reforço estratégico em uma das principais rotas do país. A gestão do terminal internacional deve fortalecer a rede de operações da Aena, que já atua em outros aeroportos brasileiros.
A mudança ocorre em um momento de redefinição da operação do aeroporto.
Mudanças no modelo contratual
O contrato de concessão apresenta mudanças estruturais em relação ao modelo anterior. Está prevista a saída da Infraero da sociedade, alterando a composição acionária do empreendimento.
Principais alterações
- Exclusão da obrigação de construção de uma terceira pista, o que ajusta as expectativas de investimento em infraestrutura.
- Alteração na forma de pagamento, embora a fonte não detalhe os novos termos.
Essas adaptações buscam otimizar a gestão do aeroporto, alinhando-a às necessidades atuais do setor. O governo federal classifica o certame como estratégico para redefinir a operação do terminal, visando maior eficiência.
As alterações refletem um processo de repactuação conduzido pelo TCU, que revisou as condições anteriores. O novo modelo pretende oferecer mais flexibilidade à concessionária, sem comprometer a qualidade dos serviços.
A transição deve ocorrer de forma gradual até 2039.
Impactos e próximos passos
A vitória da Aena no leilão do Galeão sinaliza um novo capítulo para o aeroporto, que seguirá sob gestão privada por mais 15 anos. A empresa assume a responsabilidade pela operação em um contexto de recuperação do tráfego aéreo pós-pandemia.
A expectativa é que a experiência internacional da Aena contribua para melhorias na eficiência e na experiência do passageiro.
Desafios e expectativas
Com a consolidação como maior concessionária do país, a Aena deve enfrentar o desafio de integrar o Galeão à sua rede existente. A ausência de obrigação de investimentos adicionais pode permitir que a empresa foque em otimizações operacionais.
No entanto, a fonte não detalha planos específicos para o terminal.
O leilão bem-sucedido encerra um período de incertezas sobre a concessão, oferecendo perspectiva de estabilidade. Passageiros e empresas aéreas aguardam os desdobramentos práticos da mudança na gestão.
A transição deve ser acompanhada de perto pelos órgãos reguladores.
