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Irã, Rússia e China fazem exercícios militares durante negociações


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Irã, Rússia e China fazem exercícios militares durante negociações
Crédito: valor.globo.com

Anúncio de exercícios militares durante negociações

O Irã anunciou a disposição de realizar exercícios militares conjuntos com a Rússia e a China. O anúncio ocorreu após uma rodada de negociações com os Estados Unidos sobre o programa nuclear iraniano.

As conversas aconteceram em Genebra, na Suíça. O tema central foi o rumo do programa nuclear do Irã, um assunto de longa data nas relações internacionais.

Declaração russa sobre exercícios

O comandante da Força Naval da Rússia, Alexey Sergeev, declarou à agência estatal iraniana Irna: “estamos prontos para realizar exercícios conjuntos em qualquer região”.

Até o momento, a Rússia e a China não se manifestaram publicamente sobre este assunto específico. A declaração russa surge em um momento de delicadas tratativas diplomáticas.

Este contexto geopolítico complexo serve de pano de fundo para movimentos militares que chamam a atenção da comunidade internacional.

Progresso nas negociações nucleares

Após a reunião em Genebra, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que os dois países chegaram a um “entendimento” sobre os princípios das negociações.

A declaração sugere um avanço nas discussões, após períodos de impasse. No entanto, Araqchi não confirmou que um acordo está próximo.

Dificuldades técnicas e próximos passos

O chanceler iraniano acrescentou: “Esperamos que isso aconteça em breve e estamos prontos para dedicar o tempo necessário. No entanto, quando começarmos a redigir o texto, o processo se tornará mais difícil e minucioso”.

Do lado americano, uma autoridade dos EUA disse que “houve progresso, mas ainda há muitos detalhes a discutir”. A mesma fonte afirmou: “Os iranianos disseram que voltarão em duas semanas com propostas detalhadas para resolver algumas das lacunas que ainda existem entre nossas posições”.

As declarações de ambos os lados apontam para um caminho ainda por ser percorrido, mesmo com sinais positivos.

Exercícios militares e declarações de força

Ontem, o governo do aiatolá Ali Khamenei fechou partes do Estreito de Ormuz como “medida de precaução” durante um exercício militar realizado pela Marinha da Guarda Revolucionária do Irã.

O Estreito de Ormuz é uma das vias marítimas mais importantes para o transporte de petróleo no mundo, o que confere um caráter estratégico à manobra.

Declarações do líder iraniano

Na mesma data, Khamenei afirmou na rede social X que qualquer tentativa dos EUA de depor seu governo fracassará. O líder iraniano também ameaçou “afundar” o porta-aviões anunciado pelo presidente americano.

Essas ações e falas ocorrem paralelamente ao anúncio de possíveis exercícios com potências como Rússia e China.

O momento atual combina negociações delicadas com demonstrações de força militar e alianças estratégicas. A comunidade internacional acompanha atentamente como esses elementos se desdobrarão nas próximas semanas.

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