Economia

Acordo Trump-Irã gera críticas de republicanos


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Acordo Trump-Irã gera críticas de republicanos
Crédito: valor.globo.com

O acordo provisório firmado pelo presidente Donald Trump para encerrar o conflito com o Irã gerou forte reação negativa entre seus próprios aliados republicanos no Congresso. Cópias do documento assinado ontem pelo presidente americano começaram a circular pelo Capitólio nesta quinta-feira, intensificando o debate sobre os termos do pacto.

Críticas de senadores republicanos

Um senador republicano, que não teve o nome divulgado, classificou o acordo preliminar como o “pior erro de política externa em décadas”. Outro senador republicano afirmou que algumas das disposições divulgadas pareciam resultado de “mau aconselhamento”. Comentaristas alinhados aos republicanos também romperam com Trump por causa do pacto, ampliando a divisão interna no partido.

O senador republicano Bill Cassidy, da Louisiana, escreveu no X: “Reagan está revirando no túmulo”. Cassidy afirmou que as ambições nucleares do Irã não foram contidas e que eles aprenderam que ameaçar o Estreito de Ormuz funciona. Para ele, o acordo não resolve as questões centrais de segurança.

Roger Wicker, do Mississippi, republicano que preside a Comissão de Serviços Armados do Senado, disse temer que o memorando “abra mão, por meio de negociação”, dos sucessos militares dos EUA. Wicker afirmou que seria um erro forçar Israel a interromper as ações contra o Hezbollah no Líbano. Ele também se opôs à suspensão de quaisquer sanções ao Irã ou ao desbloqueio de recursos iranianos “em troca do mero compromisso do Irã de negociar por mais 60 dias”.

Disposições controversas do acordo

Parte das críticas mais contundentes ao memorando são relativas à liberação de ativos iranianos congelados, à criação de um fundo privado de US$ 300 bilhões para estimular investimentos para a reconstrução do Irã e ao alívio das sanções. Os críticos argumentam que o acordo provisório oferece benefícios significativos ao Irã em troca de conceder aos Estados Unidos duas coisas que eles já possuíam antes: um estreito aberto e a promessa iraniana de não desenvolver uma arma nuclear.

Reação de comentaristas conservadores

Ben Shapiro, comentarista conservador e apresentador de podcast, classificou o memorando de entendimento como um “desastre”. Shapiro atribuiu a culpa ao vice-presidente J.D. Vance, afirmando que Vance falhou com Trump ao apoiar o acordo. Em declaração à Fox News na quarta-feira, Shapiro disse: “Pelo texto, este memorando parece ser um desastre que não alcança nenhum dos objetivos reais estabelecidos pelo governo”.

Democratas também criticam e pedem transparência

Os democratas também têm criticado o acordo, embora a fonte não detalhe seus argumentos específicos. Parlamentares dos dois partidos afirmaram que querem mais informações da Casa Branca. Até a tarde de hoje, assessores do Congresso disseram que não havia ocorrido nenhuma sessão de esclarecimento sobre o acordo ou os planos do governo. Também não havia nenhuma reunião programada, o que aumenta a insatisfação entre os legisladores.

Pressão por envio ao Capitólio

Diversos parlamentares, incluindo o senador republicano Lindsey Graham, afirmaram que o acordo precisa ser enviado ao Capitólio para análise. A demanda reflete a desconfiança generalizada em relação aos termos negociados e a falta de transparência do governo Trump.

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