A Copa do Mundo de 2026 já movimenta não só o futebol, mas também o mundo corporativo. Um estudo inédito comparou a cultura organizacional de 24 seleções do torneio com empresas, revelando lições valiosas para lideranças. O Brasil, apesar de ter um elenco avaliado em € 912,2 milhões, ocupa apenas a 15ª posição em maturidade cultural, com 79 pontos em uma escala de 0 a 100. Dessa forma, a pesquisa sinaliza que ter os melhores talentos não garante os melhores resultados.
Ranking de maturidade cultural
O estudo classifica a cultura organizacional de 24 seleções do torneio, comparando os times com empresas. No topo do ranking estão Espanha e Inglaterra, ambas com 87 pontos. Japão aparece com 84, Croácia com 82 e Colômbia com 80. O Brasil, com 79 pontos, fica na 15ª posição. A diferença de pontos reflete aspectos como coesão, adaptabilidade e propósito coletivo — elementos que, no ambiente corporativo, são determinantes para o sucesso sustentável.
Talento não é tudo
A seleção brasileira que está na Copa do Mundo de 2026 tem valor de mercado avaliado em € 912,2 milhões, um dos mais altos do torneio. No entanto, o estudo sinaliza que ter os melhores talentos não garante os melhores resultados. O exemplo do futebol ecoa nas empresas: times com profissionais brilhantes, mas sem alinhamento cultural, frequentemente fracassam. Portanto, lideranças precisam entender que a cultura organizacional é o alicerce que potencializa — ou limita — o desempenho.
Lições para líderes corporativos
O que as lideranças podem aprender com a Copa do Mundo? Primeiro, que a cultura se constrói com intencionalidade. Seleções como Espanha e Inglaterra, que lideram o ranking, investem em processos, comunicação e valores compartilhados. No mundo dos negócios, isso se traduz em rituais, feedback constante e clareza de propósito. Segundo, que a diversidade de talentos precisa ser gerida: o Brasil reúne craques, mas a falta de coesão cultural pode custar resultados. Assim sendo, líderes devem promover integração e pertencimento.
O caso do Brasil
O Brasil aparece na 15ª posição do ranking, com 79 pontos. Apesar do alto valor de mercado, a maturidade cultural fica abaixo de seleções como Colômbia (80) e Croácia (82). Isso sugere que, no futebol e nas empresas, o investimento em talento deve vir acompanhado de investimento em cultura. Lideranças brasileiras podem usar esse dado para repensar prioridades: não basta contratar os melhores; é preciso criar um ambiente onde eles possam colaborar efetivamente.
Cultura como vantagem competitiva
O estudo compara os times com empresas, reforçando que a cultura organizacional é uma vantagem competitiva duradoura. Enquanto o talento pode ser comprado, a cultura é construída ao longo do tempo. Seleções como Japão (84 pontos) mostram que disciplina e respeito mútuo elevam o desempenho coletivo. Para líderes, a mensagem é clara: invista em valores, rituais e alinhamento. A Copa do Mundo de 2026 oferece um campo de provas para essas ideias.
