Economia

Previ pede assembleia para destituir presidente do conselho da Vale


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Previ pede assembleia para destituir presidente do conselho da Vale
Crédito: valor.globo.com

A Previ, um dos maiores fundos de pensão do país e acionista relevante da Vale, deu um passo significativo na governança corporativa da mineradora. Nesta quinta-feira (11), o fundo protocolou uma correspondência na Vale requerendo a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para deliberar sobre a destituição de Daniel André Stieler do cargo de membro e presidente do conselho de administração. A informação foi confirmada pela própria Vale, que afirmou estar avaliando as medidas necessárias para a convocação.

Pedido formal e justificativa

De acordo com a documentação enviada, a Previ solicita a destituição de Stieler e, em seu lugar, indica Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira para assumir a presidência do conselho. O fundo também requer a eleição de José Mauricio Pereira Coelho como membro titular do conselho, para completar o mandato em curso. A Previ entende que a condução de Manuel Lino contribuirá positivamente para o fortalecimento das práticas de governança, a melhoria da gestão estratégica e o alinhamento com os interesses dos acionistas e stakeholders. A fonte não detalhou as razões específicas para a destituição de Stieler, mas a iniciativa reflete a insatisfação do fundo com a atual administração.

Reação da Vale e próximos passos

A Vale, por meio de sua assessoria, informou que recebeu o pedido da Previ e que seu colegiado está avaliando as medidas necessárias para a convocação da AGE. A empresa não deu mais detalhes sobre prazos ou procedimentos, mas a legislação societária estabelece que, uma vez recebido o requerimento, a administração deve convocar a assembleia no prazo de até 30 dias. Caso não o faça, os acionistas requerentes podem solicitar a convocação judicial. A expectativa é que a assembleia ocorra nas próximas semanas, dependendo da análise do conselho.

Impacto na governança corporativa

A movimentação da Previ ocorre em um momento de atenção redobrada sobre a governança da Vale. A mineradora, uma das maiores do mundo, tem sido alvo de críticas de acionistas em relação à transparência e à gestão de riscos. A indicação de Manuel Lino, que tem experiência em conselhos de administração de grandes empresas, é vista como uma tentativa de trazer maior alinhamento estratégico. A Previ, que detém participação relevante no capital social da Vale, busca com essa mudança garantir que os interesses de longo prazo da companhia sejam preservados. A fonte não detalhou se há outros acionistas apoiando a iniciativa.

Perfil dos indicados

Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira, indicado para a presidência do conselho, possui trajetória em governança corporativa e já atuou em conselhos de empresas de capital aberto. Já José Mauricio Pereira Coelho, proposto como membro titular, também tem experiência no mercado financeiro e corporativo. A Previ acredita que ambos trarão contribuições relevantes para a gestão da Vale. A fonte não forneceu currículos detalhados, mas a escolha reflete a busca por profissionais com perfil técnico e independente.

Contexto e expectativas

A assembleia geral extraordinária será o fórum adequado para que os acionistas deliberem sobre as propostas da Previ. A destituição de um presidente do conselho é um movimento incomum no mercado brasileiro, mas não inédito. A Vale, que já passou por mudanças em sua administração nos últimos anos, agora enfrenta mais um capítulo de tensão entre acionistas. A Previ, como fundo de pensão, tem o dever fiduciário de zelar pelos investimentos de seus participantes, e essa ação demonstra seu engajamento ativo na governança da mineradora. A fonte não informou se há reuniões agendadas com outros acionistas para angariar apoio.

A Vale, em nota, limitou-se a dizer que “seu colegiado está avaliando as medidas necessárias para a convocação da AGE”. A empresa não comentou as indicações nem as razões do pedido de destituição. O mercado acompanha com atenção os desdobramentos, que podem impactar a dinâmica de poder dentro da companhia. A Previ, por sua vez, mantém a posição de que a mudança na presidência do conselho é necessária para fortalecer a governança e a gestão estratégica da Vale.

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